Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 26/05/2021

Em 1988, a Constituição Democrática declarava a isenção do imposto para o papel utilizado em livros e afins, mais tarde essa isenção seria direcionada ao livro em si. Aumentando assim o contato com a literatura no Brasil. Todavia, a taxação dos livros é uma barreira para a educação cultural e social nacional, já que impossibilita o acesso ao “povão” excluindo uma parcela grande da população.

A leitura faz parte da formação do cidadão brasileiro independente da classe social, ademais, já está na sua cultura, pois não há um sujeito brasílico que não conheça a turma da Mônica de Mauricio de Souza ou o sitio do pica pau amarelo de Lobato. A taxação de livros é o colocá-lo como artigo de luxo, para poucos, quando o seu maior objetivo é ser lido pelo máximo de pessoas possíveis, tal como, retirar o seu propósito. É criar um povo sem formação de pensamento crítico e ideias.

“Penso, logo existo” de Descartes poderia ser trocado facilmente por “penso, logo leio”, pois é isso que o livro faz. Ele proporciona ideias, pensamentos, empatia e formação de opinião e de caráter. taxar os livros seria fazer da grande maioria da nação “marionetes” controláveis e sem opinião própria aceitando tudo o que é imposto. Além de afetar o mercado editorial nacional, que não anda bem, já que a venda de livros decairia e impediria as editoras de investir em novos projetos e traduções.

Infere-se, portanto, que a taxação de livros é um problema para o Brasil. E que em vez de desmotivar a leitura o governo teria que promover eventos literários, para a motivação de autores e leitores, de modo que faça com que a literatura seja de fácil acesso para todas as classes. A fim de gerar educação e ainda mover a economia que vem a parir do livro. Assim, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais e socias do país.