Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 29/05/2021

“Que tempos são estes em que temos de defender o óbvio”, diz o dramaturgo Bertolt Brecht sobre a necessidade de consolidar valores éticos na sociedade atual. Logo, pode-se relacionar esse pensamento aos impasses que a aprovação da taxação de livros pode causar, já que com o aumento dos preços menos as pessoas obtenham acesso, junto a isso muitas editoras vão acabar falindo, causando o desemprego. Por essa razão, é interessante analisar essa questão no país.

De antemão, percebe-se que aceitar que menos possui acesso a livros é banalizar o mal. Isso pois a partir do momento que a taxação de aprovados para aprovação os exemplares vão ficar mais caros e parte da população, principalmente a mais pobre, não terá condição financeira para adquirir tais obras literárias. A banalização dessa problemática pode ser explicada pelos estudos da filósofa Hannah Arendt, visto que, devido a um processo de massificação cultural, a sociedade está perdendo a competência de identificar o certo do errado.

Além disso, destaca-se que o governo se revela ineficiente ao permitir uma tributação de exemplares. Como efeito, ocorre a falência de várias editoras, causando, consequentemente, o desemprego das pessoas que trabalhavam em tais empresas e prejudicando a economia do país. Dessa forma, verifica-se que o Estado não tem assegurado o bem comum de toda a população, demonstrando, assim, uma ruptura no contrato social teorizado pelo filósofo Thomás Hobbes.

Ressalta-se, pois, que a proposta de taxação de livros não deve ser efetivada. Portanto, é necessário que a sociedade brasileira reivindique a não aprovação dessa proposta, por meio de campanhas na mídia como quais apontem para os malefícios que uma consumação da lei pode causar, um fim de evitar que menos deseja ter acesso à leitura. Dessa maneira, não haverá problemas acusados ​​pelos tributos de livros no Brasil.