Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Antes da invenção da escrita, o conhecimento era passado oralmente entre indivíduos, entretanto, com o advento da escrita, o homem tornou-se capaz de acumular bibliotecas de informação e transforma-las em conhecimento, possibilitando-os alcançar a lua. Ciente da importância das letras para a humanidade, é imperativo abordar as problemáticas decorrente da possível taxação de livros em nosso país, sendo tais, não somente a vulnerabilidade a ideologias radicais, como também a degradação do futuro de nosso país.
Primeiramente, é mister salientar o papel dos livros na pluralização do pensamento, bem como sua contribuição para o debate sadio de ideias e formação de senso crítico. O filósofo Platão, ratifica a ideia supracitada, ao dizer que “o mais alto nível de educação, é a tolerância”. Ademais, uma vez incapaz de refletir sobre o meio em que se insere, o homem está fadado a curvar-se à ideologia pregada, consequência análoga a situação a vivida na distopia 1984, de George Orwell, onde o grande irmão a tudo controla, pelo fato do povo estar embriagado pela ideologia ditatorial vigente.
Posteriormente, é imperioso entender o protagonismo do livro na cultura e na educação, e destas, na formação de uma sociedade saudável e prospera. Paulo Freire, educador brasileiro, sabia muito bem disso ao falar: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Da mesma forma, a cultura oriunda das letras faz-se também imprescindível, pois é por meio dela, como salienta Zygmunt Bauman em seu livro “Modernidade Líquida”, que a sociedade encontra meios para sua mudança.
Portanto, é básico a necessidade de formar leitores, a fim de fomentar uma sociedade sadia. Dessarte, urge à federação não apenas extinguir a taxação de livros, mas também, o estimulo ao consumo literário, por meio de subsidio parcial ou total na compra de livros, conforme o status socioeconômico do indivíduo. Bem como, é frutífero a arrecadação de livros usados, para bibliotecas comunitárias gerenciadas por ONGs. Quiça, provendo a população acesso fácil às letras, tornar-se-à população brasileira, cada vez mais distante das garras invisíveis do grande irmão.