Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 28/05/2021

“A menina que roubava livros”, obra de Markus Zusak, revela que para o período mais genocida da humanidade prosperar, a Segunda Guerra Mundial, foi preciso o governo alemão distanciar os alemães das obras literárias. Isso porque colocar uma barreira entre as pessoas e os livros, seja queimando-os como no contexto, ou taxando-os como pretende-se fazer hodiernamente no Brasil, equivale a torná-las menos cidadãs e mais alienadas. Caso essa medida seja consumada, pelo Estado, serão gerados diversos problemas tanto para a sociedade, quanto para a econômia do País.

É relevante salitantar, primeiramente, que no artigo “O direito à Literatura” Antônio Cândido, sociólogo,  afirma que a arte literária humaniza pois é uma construção, ja que gera cidadania e caráter no leitor fazendo-o colocar-se no lugar de outrem, uma forma de expressão, haja vista a denúncia de realidades depercebidas, e uma fonte de conhecimento. Sob tal ótica, é notória a urgência dos livros alcançarem o maior número de brasileiros, contudo taxá-los diminuiria o seu alcance devido ao encarecimento do produto final. Esse é, Por fim, um imenso impessilho para uma sociedade na qual mais da metade dos cidadãos vive com menos de um salário mínimo, segundo o Instituito Brasileiro de Geografia e Estatística, e é evidente que a falta das beneces literárias faria toda a sociedade retroceder.

Ademais, já são poucos os cidadãos que fomentam as editoras nacionais e investem no seu próprio desenvolvimento intelectual. Prova disso, são os dados do jornal Folha de São Paulo, os quais notabilizam que apenas 8% da população brasileira sabe ler e escrever. Assim, reduzir ainda mais esse número prejudicaria não só o índice de desenvolvimento humano do País, como também toda a economia, os futuros profissionais, pensadores e governantos teriam sua formação básica prejudicada. Além disso, as fontes de leitura tornar-se-iam cada vez mais escassas tanto diretamente pela falência de livrarias, quanto indiretamente pelo desinteresse literário dos indivíduos que não foram instigados a gostar dos livros. Em suma, a economia tende a diminuir juntamente com a cultura nacional.

Portanto, diante dos problemas causados pela possível aprovação da proposta de tributação de livros, é imperativo que o Ministério da Educação tome a frente governamental e esclareça ao financeiro sobre os prejuísos de tal medida. Isso deve ser feito atravéz de uma reunião dos principais representantes envolvidos, na qual os defensores educacionais irão expor dados, estudos e acontecimentos histórios afim de convencer os indivíduos reunidos de que a quantia arrecadada nesse processo custará muito mais no futuro. Além disso, os leitores nacionais devem iniciar uma campanha nas redes sociais, com debates e petições, afim de conscientizar o maior número de cidadãos sobre o quanto é importante não taxar os livros e não permitir que nenhum leitor seja impedido de ler.