Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 31/05/2021

“Eu continuo firmemente pensando em modificar o mundo e acho que a literatura tem uma grande importância”, quando Jorge Amado citou isso ele tinha certeza do papel da literatura na sociedade, pois a leitura na sociedade tem papel fundamental na formação e transformação do ser, para que esse não se torne alienavél a temas irrisórios do cotidiano. Mas quando se pensa na possívell taxação de um material cultural e educacional, ocorre o aparecimento de obstáculos na sociedade como: a elitização literária e um retrocesso literário educacional.

Ao utilizar o termo: elitização literária; entende-se que por meio dessa taxação os livros se tornarão objeto apenas da elite, uma vez querem aumentar 12% no valor da capa, onde esse aumento foi proposto pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes(segundo dados da DW Brasil), onde esse aumneto pesaria no bolso da sociedade de baixa renda que por outro lado não impactaria no bolso da elite, pois para os mesmo seria um aumento irrisório. Tal ideia surgiu pelo achismo de que pessoas pobres não leem, mas ao contrário do que se pensa a literatura está vinculada a todas as classes, não existindo uma classe correta para ler. Contudo, com a possível aprovação dessa taxação o número de leitores de baixa renda diminuirá, pois os livros terão valores elevados, não se encaixando no bolso dessa classe.

Mesmo com a luta para introduzir o hábito da leitura na sociedade brasileira, com o surgimento dessa proposta uma parcela da sociedade luta para que não seja aceita essa proposta, pois seria notorio o retrocesso literário educacional. Uma vez que se inviabiliza o acesso, a educação perde, já que os livros têm a capacidade de modificar o mundo assim como Jorge Amado cita, e em uma sociedade onde não se têm mudanças positivas, apenas retrocede com pontos negativos, visto que os livros são veículos de informação e formação para crescimento intelectual capaz de formar pessoas sábias para lidar com o cotidiano. Caso o ministro queira vir a de fato a aplicar tal medida, ele indiretamente favorecerá  na diminuição de leitores no Brasil, por certo que pobre também le.

Dessa forma, cabe ao governo intervir e  tomar nota dos fatos e entender o risco que corre caso seja aceita a proposta, faz se necessário também que o Ministério da Educação seja mais ativo na disponibilidade de livros para toda população que deseja ler, e promova junto com as escolas campanhas motivacionais para o despertar da leitura naqueles que se sentem desmotivados, e o poder Legislativo crie leis para criação de vales para comprar livros, dos quais estes que sejam oferecidos a população de baixa renda para que tenham condições e acesso aos livros.