Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 31/05/2021

A propaganda televisiva do banco Itaú faz um apelo à leitura com o “slogan”: “leia para uma criança”, além de tentar conscientizar sobre tal ato. No entanto, apesar desse processo ser benéfico para a sociedade e ser apoiado por setores privados, o governo põe como proposta de reforma tributária a taxação de livros no Brasil. Caso seja aprovada, problemas como a diminuição de leitores ativos e a facilidade de manipulação social serão vistos no país.

Em primeiro plano, é fundamental perceber que a desigualdade socais brasileira é a base dos problemas provenientes da possível taxação de livros. Segundo o site do G1, 20% dos brasileiros pertencem a classe alta, o que significa que menos de um terço da população possuem um padrão de vida além do razoável e estável. Assim sendo, com a teórica aprovação da reforma tributária, apenas esse grupo social terá acesso à leitura e, como consequência, o número de leitores ativos diminuirá. Logo, as adversidades advindas da não valorização do ato de ler repercutirá na formação dos indivíduos visto que a leitura, aliada aos processos de ensino, formam os cidadãos intelectualmente.

Em segundo plano, é cabível analisar que a leitura disperta o senso crítico no leitor uma vez que, apresentado a diferentes realidades, cabe a ele interpretar as situações do enredo. A partir dessa postura crítica resultante do ato de ler, atitudes manipulativas são identificadas e evitadas de serem eficazes. Com isso, nota-se que uma sociedade privada do acesso aos livros se torna mais manipulável, já que os cidadãos não tiveram sua criticidade desenvolvida. Prova disso foram as ações de censura à imprensa dos governos totalitarios, como o Nazismo, que proibiam a circulação de texto e livros para conseguirem controlar os ideais vigentes e no país. Assim, percebe-se que a taxação e a consequente dificuldade de obtenção de livros no Brasil afetará, se aprovada, o desenvolvimento questionador do corpo social.

Portanto, são necessárias ações que não compactuem com a taxação de livros no Brasil. Com tudo, é importante que a sociedade, por meio das redes sociais, já que é o local que o cidadão tem voz ativa, lance campanhas e “Hashtag” que abordem a importância da leitura e os motivos para que não seja aprovada essa proposta de reforma tributária. Isso com a finalidade de, a partir da manifestação social,  fazer  o governo federal repensar e analisar as consequências da aprovação de tal proposta.