Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 09/06/2021
Foi na Mesopotâmia, por volta de 3200 a.c., que os livros começaram a ser escritos em tabletes de argila. Desde então, esses fazem parte da história humana, criados como um meio de se registrar fatos, comunicar ou materializar um pensamento criativo. Porém, por mais que os livros sejam um grande patrimônio desde a antiguidade, no Brasil atual, a possível aprovação da proposta de taxação de livros pode trazer sérios problemas como: A diminuição do número de leitores, visto que, hoje a leitura de livros físicos compete com a mídia tecnológica, assim como a seleção indireta daqueles que são mais favorecidos economicamente, podendo atingir um viés ideológico.
De acordo com o exposto, o aumento dos preços dos livros pode acarretar na diminuição do número de leitores, uma vez que a geração atual encontra-se mais interessada na mídia digital, e tal aumento seria como a gota d’água para que os leitores migrassem de vez para o mundo tecnológico. Seguindo esse pensamento, os filósofos Adorno e Horkhimer descrevem a cultura atual como “cultura industrial de massa”, a qual busca prender sua atenção em conteúdos facilmente absorvidos, tal como a mídia, que predomina nos dias de hoje, tomando o espaço da leitura tradicional, que requer mais esforço e raciocínio. Além disso, a indústria cultural trata seus espectadores como uma massa, anulando o pensamento teórico racional, critico e individual, facilitando com que a disseminação da ideologia dominante prepondere.
Mediante elencado, outro problema acarretado pela possível taxação de livros, no brasil, é a seleção indireta daqueles mais favorecidos economicamente, favorecendo, dessa forma, certa camada social com viés ideológico comum. Analogamente, em 1824, quando foi estabelecido o voto sensitério, onde somente homens com maior poder aquisitivo tinham direito ao voto, o Brasil passou por um período onde a ideologia era marcada pelos mais ricos, desfavorecendo a camada majoritariamente mais pobre. Com isso, evidencia-se a necessidade de evitar o retrocesso, e facilitar o fácil acesso de todos ao pensamento crítico e desenvolvimento cognitivo que um livro pode acrescentar.
Portanto, é necessário que o Governo, principal órgão responsável pelo controle das atividades exercidas pelos diversos ministérios, por meio de reuniões conjuntas do Ministério da Educação, definam um remanejo das verbas e taxas destinadas a comércio de livros no Brasil, a fim de reprovar a possível taxação dos mesmos. Dessa forma, o país evitara o retrocesso de uma república Oligárquica, e alcançará uma sociedade mais critica e individual, fugindo da cultura industrial de massa como supracitado.