Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 10/06/2021
O livro Fahrenheit 451, conta a história de um bombeiro, no qual seu trabalho é atear fogo nos livros, pois eles possuem objetos proibidos por serem portadores de conhecimentos criminosos. Fora dos livros, pode-se notar semelhança com a nova taxação dos livros, visto que é um item de extrema importância, pois é uma forma de levar educação e arte a população, no entanto se tornou um item inalcançável. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, nota-se que desde a antiguidade as formas de arte eram destinadas às classes da sociedade com poder aquisitivo para adquirir o afastamento da literatura . A vista disso, com o passar do tempo os livros foram uma forma de levar cultura e educação até as classes mais baixas. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo, pois assim como em Fahrenheit 451, o aumento dos livros, é uma forma de “queimar” os livros, impossibilitando o acesso para a população, de acordo com a teoria de Nietzsche, Moral de Rebanho, ocorre a tendência de repetição de hábitos, repetindo um ciclo de manter a educação apenas às camadas mais abastadas.
Desse modo, torna-se possível perceber, que a média de leitura brasileira é de 2,5 livros por ano, de acordo com o Jornal G1. Diante disso, percebe-se que o hábito de leitura já é algo distante da população brasileira, devido ao alto preço dos mesmos. Portanto, com a nova taxação dos livros ocorre ainda mais o distanciamento do leitor com a arte, visto que a população de classe média e baixa não recebem o suficiente para adquirir livros. De maneira análoga, o filme Escritores Da Liberdade, conta a história de alunos de uma escola na periferia, os quais não tem muito contato com a literatura, até uma nova professora desenvolver um projeto de leitura para seus alunos, os quais vivem em situações de risco e miséria, entendo que escolher muitas vezes entre comprar comida ou o aluguel.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação, em conjunto com empresas público-privadas, disponibilize pontos de leitura pela cidade com livros gratuitos, principalmente em periferias, de modo a que a leitura seja incentivada, com o objetivo o acesso aos livros seja garantido. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam a importância das artes para todos, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.