Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 26/07/2021
O filme " A menina que roubava livros", relata a vida de uma jovem, durante a Segunda Guerra Mundial, que para conseguir ter acesso a livros submetia-se a inúmeros empecilhos. Tal cenário, alarmante, pode se tornar constante na sociedade brasileira, caso seja aprovada a taxação sobre os livros. Paralelamente, essa medida de retrocesso causará um aumento exponencial da elitização do livro e população renderia a se tornar alienada.
Sob esse viés, é importante ressaltar que a elitização da disponibilidade do livro é um retrocesso social. Nessa esteira, vale salientar que mesmo ainda não havendo a taxação sobre esse bem, supremo, grande parte da população já passa por dificuldades para poder obtê-lo. Portanto, colocar impostos abusivos sobre o livro é corroborar com a estrutura, perversa, de desigualdade do país, pois os indivíduos com maior poder aquisitivo terão uma maior possibilidade de adquirir um livro. Consequentemente, a população de baixa renda será sucateada com a aprovação dessa reforma perversa.
Ademais, o panorama, caótico, supracitado gera a alienação do indivíduo. Nessa perspectiva, o livro é um importante meio para obter conhecimento, como saber sobre as desigualdades existentes no país e a cultural nacional. Tal poder do livro pode ser analisado durante a Idade Média, em que a igreja católica proibiu alguns livros, por exemplo, “O príncipe” de Maquiavel. Essa censura tinha como objetivo diminuir a perda de fiéis, pois esses livros proibidos iam de encontro à alguns dogmas da igreja. Desse modo, fica explicito que restringir a disponibilização desse bem social, por meio da taxação, é tornar a população míope quanto as mazelas sociais.
Portanto, é evidente que medidas devem ser tomadas a fim de que todos os indivíduos possam ter acesso ao livro. Para isso, o Ministério da Educação deve aumentar a disponibilização de livros. Isso deve ser feito, através da ampliação das bibliotecas escolares, tanto disponibilizado nelas um número maior de exemplares para leitura, quanto oferecendo livros com baixos preços para os estudantes inscritos no cadastro único nacional. Dessa forma, as dificuldades relatadas no filme " A menina que roubava livro" será apenas uma ficção.