Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 28/07/2021
Pierluigi Piazzi, professor condecorado do Brasil, defende veementemente a leitura. Tal defesa ocorre em função das portas que a leitura abre, precedendo um estudo contínuo e diligente - presente na formação de bons profissionais na sociedade brasileira. No entanto, é mister destacar que o estudo de fácil acesso é possível somente àlguns - haja vista a precariedade das escolas públicas no Brasil, segundo influências midiáticas que explanam as situações insalubres. À vista disso, é importante ressaltar que, com a ausência de impostos sobre a leitura, há uma democratização do livro, contudo, com a taxação, é possível uma precarização ainda maior das instituições de ensino públicas, e também uma elitização ainda maior da educação e dos livros, remetendo o presente aos primórdios.
Primeiramente, é notória a taxação de livros como uma acentuação na precariedade do ensino público no Brasil. Ou seja, tendo em vista um ensino já sucateado - em decorrência de desvios de verbas, como ocorrido no governo do ex presidente Michel Temer, onde houve desvio no dinheiro da merenda, segundo a Rede Globo -, com o acréscimo da taxação, o ensino pioraria. Tal afirmação pode ser comprovada mediante o imenso alcançe causado pela mobilização de assinaturas visando a não taxação de livros - uma vez que todos reconhecem o labo maléfico de taxá-los -, ato afirmativo esse criado por universitários que, por sua vez, convivem com livros e necessitam de sua bagagem. Em consonância com a taxação de livros, é necessário salientar que tal ato pode conter um viés ideológico.
Ademais, pode-se recorrer também à inclusão de impostos sobre as leituras, como um ato que facilita a elitização da educação e do conhecimento. Nesse sentido, é válido lembrar que já ocorreu tal “segregação” da leitura, tornado-a pouca democrática e viável. Tal afastamento comum ocorreu antes da reforma católica, onde somente uma parcela da população podia ler e ter acesso às escrituras sagradas - clero e letrados. Tendo em vista tal cenário passado, é necessário atrelar o acontecimento em questão com a possibilidade de taxação de livros. Analogamente, taxando os livros, haveria uma elitização da leitura, uma vez que somente alguns conseguiriam acessá-los - em decorrência da pobreza, presente no Brasil, vista em fatos cotidianos, como a fila em Cuiabá, feita somente para distribuir restos de ossos de bovinos, evidenciando uma pobreza, acompanhada de fome -, ocasionando assim em uma voltas aos primórdios, tornando assim a meritocracia falha.
Diante do exposto, é necessário leis para a proteção de livros e ações afirmativas para inclusão de menos favorecidos à leituras essências. Tal ação seria feita pelo Poder Legislativo, responsável pelas leis do brasil, feitas mediante assinaturas da câmera federal, visando a reinserção de crianças e adolescentes, protegendo-os também em função de sua classe econômica, fazendo jus à meritocracia.