Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 17/11/2021
O filósofo Aristóteles afirma que o homem tem, por natureza, o desejo de conhecer. Todavia, tal anseio nem sempre é observado no Brasil, onde tanto a pouca publicidade de algumas localidades quanto a carência de inovações tecnológicas dificultam o turismo, bem como seus ganhos econômicos. Assim, é válido discutir a problemática e buscar soluções.
Diante desse cenário, é válido ressaltar a baixa divulgação de alguns pontos turísticos brasileiros como fator do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer afirma que os limites do campo de visão do ser humano determinam sua visão de mundo. Similarmente, ao não divulgar algumas localidades turísticas do país, o Estado brasileiro faz com que potenciais viajantes não enxerguem, em seu território, possíveis destinos, como Guaramiranga ou a “terra da galinha-choca”, em Quixadá. Consequentemente, essas e ouras cidades podem ter sua economia enfraquecida pela redução de visitantes e deixar de gerar emprego. Logo, é preciso divulgar todos os pontos turísticos das regiões brasileiras.
Ademais, a lentidão de inovações tecnológicas representam outro agravante para a questão. Sob essa ótica é razoável lembrar que, segundo o Índice Global de Inovação, o Brasil ocupa apenas a quinquagésima sétima posição de países mais inovadores. Com efeito, esse fato demonstra o atraso brasileiro em relação a, ao menos, outros cinquenta países. Por conseguinte, potenciais recursos tecnológicos, os quais criariam atrações turísticas — como elevadores submarinos —, não são tão fomentados quanto poderiam, deixando de promover novos nichos mercadológicos no ramo turístico. Dessarte, investimentos nesse âmbito se mostram válidos.
Portanto, é imprescindível superar os empecilhos do turismo no Brasil. Nesse viés, cabe ao Ministério das Comunicações divulgar, por meio de vinhetas audiovisuais — a serem criadas por designers e cineastas —, em TVs e redes sociais, todos os lugares turísticos brasileiros, com o fito de atrair mais visitantes. Além disso, o Poder Executivo deve destinar verbas para projetos que visem desenvolver novos recursos tecnológicos para atrações turísticas. Desse modo, o desejo natural por conhecimento, afirmado por Aristóteles, será facilitado.