Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 06/10/2022
O filme “A menina que roubava livros” retrata a história de uma personagem que utiliza os livros como uma válvula de escape durante o período da Segunda Guerra Mundial. Paralelamente ao filme, as obras literárias, além de serem uma ferramenta poderosa de informação, são utilizadas mundialmente a favor da educação e autonomia dos indivíduos. Por isso, a taxação dos livros no Brasil é extremamente danosa, visto que dificulta a chegada da informação à população e causa um déficit no ensino do país.
A priori, a proposta de taxação das obras literárias pode aumentar seu valor final, tonando-os inacessíveis aos consumidores de baixa renda. Nesse cenário, projetos como o “Leia para uma criança”, que visa a conexão familiar e o desenvolvimento infantil, seriam prejudicados, pois o principal material de apoio seria inacessível. Com isso, percebe-se que, além de interferir em projetos sociais e educacionais, a taxação dos livros tornaria a leitura elitizada, haja vista que apenas indivíduos com boa condição financeira teriam acessibiliade.
Outrossim, fica evidente o conceito do ativista Nelson Mandela, no qual afirma que “a educação é arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. Prioritariamente, o aumento no preço dos livros gera menos consumidores e, consequentemente, menor investimento por parte das editoras. Nesse sentido, os poucos livros produzidos terão um preço inacessível para uma grande parcela populacional. Assim, conclui-se que a taxação dos livros é um empecilho para exercer o direito à educação por parte dos brasileiros.
Portanto, para que a população não seja prejudicada por conta da possível taxação das obras literárias, é mister que o Ministério da Educação (MEC) apresente, por meio de campanhas em mídias sociais e palestras escolares, as desvantagens da falta de leitura nas escolas e como isso afeta a educação brasileira. Ademais, deve ser mostrado o impacto da desinformação na formação do indivíduo e como os livros podem mudar esse cenário, assim como no filme “A menina que roubava livros”. Então, com o intuito de isentar a sociedade dos malefícios da taxação das obras, os projetos implementados pelo MEC podem reverter essa situação.