Problemas e desafios do transporte público urbano

Enviada em 31/10/2025

No livro “O Cortiço”, séc.XIX, de Aluísio de Azevedo, mostra-se o caos urbano cau-sado pela ineficiência estatal em garantir organização e funcionalidade na principal cidade brasileira na época, o Rio de Janeiro. Paralelamente ao Brasil contemporâ-neo, nota-se a ausência de ações efetivas que melhorem a vida urbana, questão que reflete nos problemas e nos desafios do transporte público urbano, a serem discutidos. Dessa forma, observam-se duas problemáticas centrais a serem solucionadas: a omissão do Estado e a privatização desses meios de locomoção.

Sob essa óptica, é inegável que o planejamento de transportes público brasileiro é falho. Segundo o historiador Jones Manoel, a incompetência governamental é coe-rente com o desejo de privatizar serviços essenciais. Nesse sentido, vê-se que tais modais não são assegurados pelo governo de forma gratuita e, mesmo com a ne-cessidade de pagamento, é oferecido em condições precárias. Além disso, os altos valores de passagens e escalas de horário desrespeitadas alimentam a crença po-pular de que há urgência em trocar o fornecedor para uma empresa privada, pois “a qualidade irá melhorar”, quando, na prática, isso não ocorre. Como é o caso da onda de privatizações de transportes nas capitais brasileiras.

Ademais, verifica-se que o acordo de iniciativas público-privadas são um risco ao bem-estar da população. De acordo com o Jornal G1, em 2025, o metrô de Recife, Alagoas, foi cedido a uma instituição privada e houve aumento tanto nas taxas para utilização quanto nas reclamações a respeito das condições do veículo. Dessa maneira, infere-se que a “solução” organizada apenas contribuiu para a omissão de responsabilidade do Estado para com a precariedade do serviço. Isso ocorre pois empresas particulares possuem maior preocupação financeira do que com a segura e satisfação popular e, por isso, a tendência é que a circunstância da capital nordestina se perpetue por todo o Brasil.

Portanto, hoje mitigar o cenário. Assim, cabe ao Ministério dos Transportes - ór-gão capaz de modificar as questões de locomoção urbana - criar um plano de esta-tização dos transportes coletivos no Brasil, por meio de estudos a respeito de va-lores justos de passagens, regulação de horários e melhora estrutural dos veículos. Tudo isso fim de que os modais possam atender integralmente toda a população.