Problemas e desafios do transporte público urbano
Enviada em 21/09/2019
O filósofo J.J.Rousseau, em sua teoria contratualista, defendia a idéia de que a motivação para a existência de um convívio social harmônico, seria a segurança e o amparo proporcionado pela integração dos indivíduos. Consequentemente, a urbanização trouxe consigo a necessidade de se aprimorar de tal teoria, visto que o transporte público se trona um de seus alcance, em que a agregação dos cidadãos possibilita o seu maior desenvolvimento. Entretanto, lacunas nesse projeto impossibilita a sua finalidade, sendo posto à prova os benefícios resultantes.
Em primeiro lugar, é valido reconhecer o amplo alcance do território nacional, por conseguinte, torna-se necessário a integração de suas áreas. Nesse sentido, o desenvolvimento proporcionado pelo governo brasileiro beneficiou o modelo rodoviário, tornando-o base para o deslocamento. Entretanto, a alta sujeição a esse modal ocasiona na interdependência de setores, como o de transporte de cargas e o urbano. Consequentemente, a disputa pelas áreas de tráfego trona os serviços mais caros e demorados, por isso, países como a Alemanha possuem uma alta equipariedade com outros modelos, como o ferroviário. Em conjunto, a França, por exemplo, investe em transporte público gratuito, a fim de incentivar a população a participar do mercado de trabalho, possibilitando maior alcance de empregos.
Por conseguinte, a falta de tais projetos no território nacional, permite que a população busque por alternativas mais compensatórias, como o transporte particular. Nesse cenário, aplicativos que possibilitam o mesmo serviço, mas com melhor custo benefício, ganham espaço no Brasil. Entretanto apesar do envolvimento popular, tal alternativa propicia no aumento de desigualdade, considerando os preços variáveis e a concentração desses serviços em áreas centrais. Tais desigualdades são refletidas no convívio social e comprovada pelo índice Gini, o qual em 2018 atestava o valor de 0,625, representando uma alta taxa de dispariedade entre o povo.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para o maior aprimoramento do transporte público. Cabe ao Ministério de Infraestrutura a construção de suportes e terminais de cargas que possibilitem a redistribuição dos modais, em que haja a interligação entre as vias ferroviárias e aquíferas, visando amenizar a alta necessidade do rodoviário. Em conjunto, cabe o estimulo federal às prefeituras estaduais, para que, por meio de planejamento, desenvolva o projeto de transporte gratuito, permitindo e integrando, sobretudo, todas as diversidades de pessoas, como defendeu o filósofo Rousseau.