Problemas e desafios do transporte público urbano
Enviada em 10/04/2020
A mobilidade urbana pode ser definida como a condição que permite o deslocamento das pessoas em uma cidade, com o objetivo de desenvolver relações sociais e econômicas.Em “A República “, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar os impasses.Fora da ilustre produção literária, no Brasil, nota-se o oposto das ideias de Platão haja vista que o transporte público e a circulação de pessoas não é eficiente.Nessa perspectiva, são necessárias medidas para que a mobilidade seja efetivada nacionalmente.
A priori, é relevante que a falta de infraestrutura dos veículos públicos corroboram para esta adversidade uma vez que, as pessoas necessitam de um transporte confortável e seguro para transitar todos os dias.Por conseguinte, os indivíduos deixam de utilizar os ônibus, fator que estimula a compra de carros, porém, as grandes cidades brasileiras não possuem logística para a quantidade de automóveis circulantes.Pode-se observar isso no documentário “125 km” em que personagens paulistanos sentem na sua rotina diária a falta de estruturação de São Paulo por terem que percorrer, diariamente, longas distâncias em ônibus precários, em vias frequentemente congestionadas, para poderem chegar ao centro, onde há emprego.Dessa forma, é imprescindível que haja a reversão desta inercial problemática.
A posteriori, é importante analisar o horário comercial como impulsionador do intenso trânsito das metrópoles.Sob tal ótica, o início e o término da jornada de trabalho das indústrias são parecidos o que corrobora para a super lotação de pessoas nas estações e consequentemente, o vandalismo é apresentado.Diante disso, pode-se denotar que esta concentração dos horários de pico geram transtornos sociais e econômicos uma vez que muitos trabalhadores atrasam devido esta falta de mutabilidade e perdem o seu emprego.Nesse sentido, é de exímia importância o remanejamento dos turnos comerciais.
Destarte, a fim de promover uma cidade equivalente a da “República” de Platão, cabe ao Estado junto com o Ministério da Infraestrutura, investir em melhores estruturas que facilitem o deslocamento.Isso poderá ser feito por meio de reformas constitucionais com o objetivo de buscar horários alternativos para a jornada de trabalho nas megalópoles como ,por exemplo, fazer rodízios dos veículos analogamente como ocorre em São Paulo. Contudo, seria possível diminuir a compra de carros e garantir uma mobilidade urbana que,de fato, seja eficiente.Somente assim, a sociedade brasileira chegará perto das convicções platônicas e ,além disso, alcançará o bem-estar social.