Problemas e desafios do transporte público urbano
Enviada em 20/06/2020
Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da pólis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que o transporte público é algo a ser discutido. Esse cenário adverso é fruto tanto da falta de políticas públicas de mobilidade urbana quanto da superlotação dos meios públicos de locomobilidade. Com isso, torna-se necessária a discussão acerca do assunto.
Precipuamente, é vital pontuar que a falta de políticas públicas de mobilidade urbana é o principal promotor do problema. Nesse sentido, segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem estar da população, todavia, isso não ocorre no Brasil, dado que congestionamentos quilométricos são uma realidade das grandes cidades brasileiras. Essa hipertrofia das vias urbanas é causada principalmente pela ausência de alternativas de mobilidade urbana, além da falta de uma infraestrutura que comporte a demanda populacional de mobilidade. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Ademais, é vital pontuar que a superlotação dos meios públicos de locomobilidade são um agravante do problema. Tendo isso em vista, é visível que com a falta de alternativas de transporte, faz com que um grande contingente de pessoas opte pelo mesmo meio, quer seja ônibus, quer seja metrô, por exemplo, o que acarreta numa extrema lotação e consequentemente numa baixa qualidade de vida dos passageiros, que diariamente fazem o trajeto para ganhar seu sustento ou para estudar. Isso contribui para a perpetuação desse quadro deletério de mobilidade urbana.
Portanto, é fato que a falta de mobilidade urbana somada a ausência de meios alternativos de transporte é um problema a ser sanado. Destarte, cabe ao governo federal, através do Ministério das Cidades, criar um plano de ação para o investimento em novas vias de transporte, como ciclovias, que objetivará o desafogo do trânsito de veículos a motor e, com isso, diminuirá a demanda dos transportes públicos, além de ajudar a preservar o meio ambiente. Somente assim, a sociedade, gradativamente, alcançará a utopia de Platão.