Problemas e desafios do transporte público urbano
Enviada em 10/07/2020
Não é de hoje que a precariedade do sistema público de transportes tem permeado algumas das principais discussões no mundo. Comumente, os mais variados meios de comunicação retratam a indignação e insatisfação da população de alguns países diante dessa realidade. Sendo assim, torna-se bastante relevante uma análise criteriosa dos problemas e desafios apresentados pelo transporte urbano: a má estrutura desse sistema e o longo tempo de espera em estações nacionais.
Convém pontuar, de início, que, de acordo com o filósofo francês Henri Lefebvre, o direito às cidades consiste na prerrogativa de se poder desfrutar de um espaço urbano de qualidade. Essa visão, embora correta, não é concretizada no hodierno cenário de algumas nações, visto que se tornou ordinário deparar-se com assentos de metrôs quebrados ou janelas de ônibus rachadas. Tal situação ocorre, principalmente, devido a ineficácia das instituições políticas municipais, as quais não disponibilizam as verbas públicas necessárias para a melhoria dessa problemática. Por conseguinte, inúmeros indivíduos são submetidos, diariamente, a uma péssima estrutura do transporte público.
Outrossim, é imperioso ressaltar que, mais especificamente em países subdesenvolvidos, ocorreu um processo de crescimento acelerado e desorganizado dos espaços urbanos, o qual não foi acompanhado por um plano de mobilidade urbana eficiente. Devido a isso, nota-se um aumento do tempo de espera em estações de transportes coletivos nesses países, já que as cidades apresentam-se cada vez mais inchadas e assistemáticas, o que favorece um aumento da insatisfação da população que faz uso desse sistema. Um exemplo disso pode ser visto durante as Jornadas de Junho, em 2013, no Brasil, nas quais o povo brasileiro organizou inúmeros protestos e passeatas que exigiam uma melhoria no sistema público de transporte nacional. Assim, não há dúvidas: tal precariedade é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.
Portanto, urge as prefeituras, em sinergia com o Governo Federal de cada país, o desenvolvimento de novas malhas rodoviárias, controladas por um plano de mobilidade urbana eficiente, assim como uma reforma na estrutura dos transportes. Essas ações devem ser feitas por meio da disponibilização de verbas públicas a serem aplicadas diretamente na melhoria desse sistema, com o fito de torná-lo mais ágil e competente. Somente assim, cada nação poderá desfrutar de uma rede de veículos comunitários de qualidade.