Problemas e desafios do transporte público urbano

Enviada em 17/10/2020

Após a Revolução Industrial, o crescimento das cidades de países subdesenvolvidos foi acelerado e, enquanto os mais ricos ocupavam o centro, os mais pobres tiveram que se instalar na periferia, fazendo com que até os dias de hoje precisem se deslocar durante horas para chegar ao trabalho. Pensando assim, a mobilidade urbana das grandes cidades tornou-se deficiente. Nesse sentido, esse serviço necessita de investimentos suficientes para melhora de sua qualidade, e de incentivos ao uso do transporte público para diminuição do trânsito.

Em primeira análise, para que o transporte e supra a demanda da cidade grande, segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Governo Federal manter os custos da mobilidade urbana. Logo, se houvesse devida atenção estatal para a situação, a locomoção na cidade seria mais eficaz. Entretanto, em uma pesquisa feito pelo Ideia Big Data, relata que 57% das pessoas preferem ter um carro a utilizar ônibus ou trem, uma vez que os atrasos são rotineiros e há constante superlotação desses meios. Então, obstaculiza a rotina de quem não tem outra opção além do transporte coletivo.

Em segundo plano, esse preferência por carros ilustra que não há estímulos para utilização dos transportes públicos. A vista disso, se as pessoas usam mais carros, sobra menos espaço para circulação do transporte público, o que causa intensificação dos engarrafamentos. Como exemplo disso, no ano de 2013 aconteceram muitas manifestações motivadas pelo aumento da taxa cobrada pelos ônibus, que por sua vez não condizem com a falta de eficiência. Portanto, se o Estado mantém baixos investimentos no transporte, o trânsito piora e quem não possui outra alternativa de locomoção, sofrerá diariamente com o descaso das autoridades, além dos altos gastos com esse serviço ineficaz.

Em suma, o deslocamento urbano é dificultoso e problemático. Para solucionar essas mazelas, cabe ao Ministério da Infraestrutura paralelamente com os governos estaduais, efetuar investimentos para ampliar as frotas de ônibus, metrôs e trens, além de construir mais corredores exclusivos para sua circulação, a fim de tornar os transportes mais rápidos e confortáveis. Desse modo, será possível diminuir o uso de carros, para que os engarrafamentos sejam reduzidos. Dessa maneira, será mais barato e eficiente deslocar-se na cidade, e o transporte atenderá corretamente a população.