Problemas e desafios do transporte público urbano

Enviada em 07/12/2020

Conforme ocorreu no início da República Velha, o então presidente, Rodrigues Alves, conferiu aos militares a executarem a “operação bota-abaixo” - retirar, à força, as moradias dos descendentes de escravos -, com o objetivo de enlarguecer as ruas para receber as inovações da industrialização. Nesse sentido, a criação de bondes elétricos e automóveis fomentou as camadas superiores da pirâmide estamental. Entretanto, hodiernamente, devido à intensa demanda populacional nas capitais brasileiras, a utilização dos transportes públicos são frequentes, muito mais, nos cidadãos que moram às margens do centro comercial e urbano. Sob essa luz, a aglomeração de oportunidades empregatícias e estudantis, além da intensa superlotação nos horários de pico são os principais problemas presentes.

Antes de mais nada, é muito comum ocorrer o fenômeno geográfico da migração pendular, todavia, o distanciamento exacerbado dos locais de moradia e de emprego provocam, entre outros fatores, o cansaço ao exercer a tarefa. Sob essa luz, de acordo com “Correio Brasiliense”, um jovem paulista morador do bairro de Marsilac relata que passa 6 horas do dia em ônibus e metrôs para poder trabalhar e conciliar com as aulas de Direito no bairro de Santo Amaro, além de afirmar que é mais perto ir ao litoral do que ao centro da capital paulista. Decorrente a isso, é fato que não há 100% da produtividade em seus afazeres diários, uma vez que, de acordo com a Biologia, o cérebro pensa e trabalha mais rápido com o sono e a alimentação regulada. Logo, o movimento pendular deve ser repensado.

Outrossim, a obrigação de todo trabalhador ter sua jornada diária de 8 horas, está presente na Consolidação das Leis Trabalhistas. Para além, horários de pico vistos nas metrópoles são previsíveis, dado que, em uma pesquisa do jornal “Estadão”, cerca de 80% da população brasileira prefere trabalhar e estudar no período diurno, juntamente, o aglomerado na ida e volta é sentido todos os dias. Para mais, a individualidade dos que usufruem os carros nas ruas alargadas das cidades, prejudicam a coletividade das rotas dos veículos públicos, o que opõe-se com a confirmação do filósofo Bauman que cita que o ser humano é um ser social. Sendo assim, é necessário promover a coletividade.

Em suma, portanto, para diminuir os problemas e as dificuldades do transporte público urbano deve-se solucionar os impasses. Para mais, o Ministério dos Transportes, aliado a gestões municipais, deve instaurar, em meios de comunicação, anúncios imperativos sobre a importância da coletividade para o povo brasileiro interagir socialmente. Além de alavancar contratos de arquitetos e urbanistas em cada município, com o objetivo de elaborar planejamento das rotas, para, assim, contribuir com o desenvolvimento das cidades e tornar o movimento pendular menos intenso na população desde a chegada da industrialização.