Problemas e desafios do transporte público urbano

Enviada em 23/06/2021

A partir da Revolução Técnico-Científica as tecnologias foram aprimoradas, como, por exemplo, os meios de transporte, com o intuito de facilitar o seu acesso e melhorar a qualidade de vida das pessoas. No entanto, na contemporaneidade, mesmo com essas melhorias, diversos problemas ainda não foram sanados, como a superlotação das conduções coletivas somada à falta de investimento na área da mobilidade. Portanto, é essencial debater e contornar esses óbices para garantir a plena democracia.

Cabe mencionar, em primeiro lugar a distribuição desproporcional de pessoas pelas modalidades de transportes públicos como um acinte aos benefícios do cidadão. Conforme o exímio filósofo John Locke, em sua teoria dos ‘‘Direitos Naturais’’, a finalidade do governo civil é garantir e preservar o direito à vida e a liberdade. Contudo, ao analisar o cenário atual, é notável que a saturação desse meio representa um ambiente de perigo para a manutenção da saúde conjunta, visto que a probabilidade de propagação de doenças, como as viroses, é aumentada. Ademais, esse descalabro contraria o Artigo 5º da Constituição Federal em que os indivíduos possuem livre locomoção no território nacional. Logo, os desafios supramencionados vão de encontro aos privilégios inalienáveis propostos pelo iluminista.

Cabe mencionar, em segundo lugar, o estorvo gerado pela ínfima quantidade de verba direcionada a esse setor. De acordo com o site Revista Bicicleta, enquanto os ônibus percorrem 4,5 km em 35 minutos, as bicicletas realizam 8 km no mesmo intervalo de tempo. Dessa forma, isso afirma a inobservância do Estado em realizar a manutenção tanto dos veículos quanto das estações e terminais, porque com as revoluções tecnológicas, os transportes públicos deveriam oferecer uma maior eficiência do que os métodos passados de movimentação. Dessarte, é indispensável combater a inércial estatal que impede alcançar o desenvolvimento da nação, assim como de países como o Japão, um país conhecido pelos seus velozes e eficazes trens ‘‘futurísticos’’.

Em síntese, a emergência em pugnar os fatos supracitados requer medidas do Ministério do Saúde (MS), concomitantemente com o Ministério da Cidadania (MC), com o objetivo de diminuir a lotação e os seus problemas. Urge incentivar o uso alternativo de mecanismos de deslocamento, exemplificando, a bicicleta, por intermédio de palestras feitas em praças e shoppings sobre os efeitos positivos do seu uso para o bem-estar individual e social e os riscos proporcionados pela aglomeração. Outrossim, o MC deverá seguir o exemplo de países desenvolvidos que são detentores de um alto Índice de Desenvolvimento Humano, mediante o direcionamento de capital para a locomobilidade urbana, com o fito de atingir o padrão de um território mais democrático. Desse modo, com essas medidas, será possível relacionar as consequências da revolução com o cotidiano dos brasileiros.