Problemas e desafios do transporte público urbano

Enviada em 22/07/2021

A Constituição Federal de 1988, instrumento que define todas todas as normas jurídicas do Brasil, prevê em seu artigo 6°, a garantia a livre circulação em todo o território nacional. Todavia, fora dos papéis constitucionais, isso não ocorre, uma vez que a enorme frota de automóveis, causadoras dos engarrafamentos, mostra-se como um problema que causa impactos negativos nos transportes públicos e dificulta o direito de ir e vir no meio urbano. Desse modo, cabe debater como a ausência de ações estatais e de propagandas da mídia contribuem para a permanência dessa mazela.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o Estado possui um papel fundamental no enfrentamento a essa problemática. Ademais, segundo Thommas Hobbes, o contrato social é um acordo no qual os cidadãos abdicam de algumas de suas liberdades em troca de garantias social e de que todos seus problemas sejam mediados por órgãos competentes. Contudo, tal acordo não está sendo cumprido, posto que, a ausência de investimentos na melhoria da qualidade dos transportes coletivos faz com que o governo ajude a perpetuar o quadro de superlotação das vias públicas. Dessarte, ao analisar esse quadro, urge que o Ministério dos Transportes invista em infraestrutura e, com isso realizem suas obrigações de promover um tráfego adequado para o ambiente urbano.

Outrossim, é importante salientar que a mídia também detém a capacidade de ajudar na superação da situação em questão. Consoante, Theodor Adorno, as empresas de comunicação tem o poder de influenciar na opinião pública fazendo com que determinados comportamentos ou pensamentos possam ser mudados ou combatidos. Dessa forma, o silêncio das instituições midiáticas atrapalha no combate aos engarrafamentos, dado que seu poder de comunicação dá a elas a competência de fazer medidas de engajamento ao uso dos transportes coletivos. Destarte, essa atitude é uma arma poderosa na superação desse cenário, e faz-se imprescindível sua requisição.

Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Estado, em parceria com a mídia, deve investir no aumento da qualidade e da quantidade dos veículos de uso coletivo, além de criar propagandas que estimulem o uso desse meios de transporte, a fim de se reduzir o número de carro em circulação e com isso melhorar toda a logística de transportes. Isso pode ser feito por meio da destinação do dinheiro arrecadado de impostos para a compra de ônibus, metros e outros modais de locomoção e também de tempo nos meios de comunicação para a divulgação dessas novas mudanças que estão ocorrendo em todo o país. Somente assim, haverá uma facilitação no ato de trafegar em estradas sem superlotação e com isso os brasileiros poderão usufruir das medidas prescritas na Constituição Cidadã.