Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 25/09/2019
Segundo o filósofo Platão, o importante não é viver, mas viver bem, ou seja, a qualidade de vida excede a própria existência. Entretanto, os problemas relacionados à alimentação no século XXI colocam em risco a qualidade de vida humana e contrariam o pensador. Nesse sentido, esse desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Inicialmente, vale ressaltar o conforto da vida moderna e seus impactos. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a pós-modernidade constitui-se em um modelo de vida, no qual as relações são líquidas, ou seja, rápidas e sem profundidade, como também todas as outras ações do cotidiano. Sob tal ótica, o indivíduo moderno é imediatista e a sua falta de tempo até mesmo para se alimentar adequadamente resulta em severos danos para a saúde, como a obesidade que acarreta em problemas cardíacos, diabetes e colesterol.
Além disso, o exagero do uso de agrotóxicos é um grande problema. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em 2012, o setor agrícola brasileiro comprou 823 mil toneladas de agrotóxicos (sendo uma boa parte proibida em outros países). Logo, a soma dos fatores: imprudência da bancada ruralista e o uso inadequado e excessivo de agrotóxico, resultam em danos à saúde humana e ao meio ambiente, e também está diretamente relacionada ao aumento do índice de câncer.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde alertar a população sobre os efeitos da má alimentação e a falta de exercícios físicos, por meio de campanhas midiáticas e a distribuição de cartilhas orientadoras em postos de saúde. Ademais, cabe ao poder legislativo criar um projeto de lei que criminalize o uso excessivo de agrotóxicos e os mais danosos à natureza e à saúde, para que evite os efeitos desses produtos. Assim, observada essas ações, a sociedade terá acesso à uma alimentação mais saudável e viverá bem.