Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 29/08/2019
A revolução verde foi a solução para uma das mais importantes necessidades da humanidade na época em que aconteceu: A alimentação em grande escala. Desde seu acontecimento em meados do século XX, parte da humanidade pode desfrutar de um excesso de comida que a indústria alimentícia tem de oferecer. Conquanto, essa crescente oferta de alimentos nem sempre é boa, visto o grande aumento de doenças relacionadas a má alimentação na sociedade brasileira decorrente de uma dieta nutricionalmente deficiente. Nessa perspectiva, convém analisar os entraves relacionados a essa inercial problemática, bem como subterfúgios para a resolução dos mesmos.
Em primeira análise, é importante destacar a falta de uma educação alimentar de qualidade nas escolas do país. Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Nesse sentido, convém ressaltar que o Brasil não possui políticas educacionais voltadas para a alimentação de seus alunos, formando adultos sem conhecimentos básicos sobre nutrição e muito menos aptos a cuidarem de sua alimentação, fomentando esse problema.
Faz-se mister, ainda, salientar a alienação feita pela indústria alimentícia como impulsionador do problema. De acordo com o filósofo Karl Marx, “Não é a consciência do homem que determina seu ser, mas é seu ser social que determina sua consciência.”. Sob esse viés, os cidadãos brasileiros são diariamente expostos a inúmeras propagandas de fast-foods com alimentos ilustrativamente chamativos e apetitosos, incitando uma alimentação rica em gorduras e açúcares, fazendo com que a sociedade seja acostumada a essa dieta e complacente com a ideia de uma alimentação nutricionalmente ruim.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser cumpridas para que os entraves vinculados a esse problema sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação ensinar aos alunos, através de materiais didáticos e aulas elucidativas, a importância da alimentação de qualidade, bem como palestras envolvendo famílias para que a difusão dessas informações sejam mais abrangentes. Outrossim, cabe ao Ministério da saúde em sintonia com o Ministério das comunicações implementar, através de cartazes, os problemas advindos da má alimentação e elaborar leis que regulem o excesso de propagandas de alimentos que interfiram na saúde e bem estar social.