Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 31/08/2019
A partir da Revolução Verde, o aumento na produção de alimentos foi significativamente um avanço para a agricultura. Entretanto, o uso intensivo de adubos e pesticidas têm levado para a mesa dos brasileiros cada vez mais resíduos químicos, que são os principais agentes de doenças graves como o câncer. Desse modo, fica claro a necessidade do combate a essa problemática, exigindo do Estado o controle e a diminuição do uso desses produtos, contribuindo assim para a produção de alimentos mais saudáveis e com menos riscos para a população.
A priori, o grande causador da contaminação de alimentos é o uso de agrotóxicos, devido a sua alta carga de reações químicas, que deixa elevados níveis de resíduos nos alimentos. Segundo uma matéria publicada no portal de notícias G1, de dez alimentos analisados em laboratório, oito apresentavam grande quantidade de resíduos químicos, muito acima do aceitável e recomendável pela ANVISA. Diante disso, fica evidente a necessidade de um olhar crítico da sociedade quanto a isso, pois a cada dia que passa, a ingestão gradativa desses agentes se acumula no organismo, causando doenças a curto e médio prazo.
Outrossim, o ritmo acelerado nas cidades, também tem contribuído para uma alimentação nociva, sendo que muitas pessoas não têm tempo de preparar seu próprio alimento, obrigando-se a comer em lanchonetes e estabelecimentos de comida rápida. Com isso, os casos de obesidade no Brasil aumentaram significativamente nos últimos anos, se tornando um problema grave de saúde pública. Isso deixa claro que é necessário uma conscientização da população quanto aos riscos de uma alimentação irregular e o sedentarismo.
Nesse contexto, fica evidente a necessidade de uma solução para os problemas relacionados a alimentação no Brasil. Para isso, o Poder Legislativo deve criar leis que proíbam o uso de pesticidas com elevado risco a saúde, também deve desenvolver foças-tarefas que fiscalizem grandes propriedades que insistam em usar esses agentes químicos. Somado a isso, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, devem desenvolver campanhas virtuais e nas escolas, criando cartilhas e videos informacionais, visando alertar para os riscos da alimentação irregular e a falta de atividades físicas, explicitando os elevados níveis de casos e seus agravantes quanto a saúde. Somente assim será possível reverter esse quadro tão preocupante.