Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 24/10/2019
A Guerra Fria foi um período que proporcionou inúmeras inovações tecnológicas para o ser humano. Esses equipamentos possibilitaram uma vida de maior conforto e comodidade para os indivíduos que tiveram acesso à eles. Entretanto, é inegável que as tecnologias também influenciaram no modo de vida prejudicial de grande parte da população. Nesse sentido, torna-se necessário discutir sobre os problemas relacionados com à alimentação atual, visto que a ingestão alimentar irregular pode ocasionar sérios distúrbios na saúde brasileira.
Em primeiro lugar, é relevante destacar as causas que levam os indivíduos a desfrutar de uma refeição nada saudável. Em seu livro “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman reflete sobre a rapidez e intensidade em que as mudanças ocorrem atualmente, o que acaba por caracterizar os tempos líquidos, nos quais nada é feito para durar. Dessa forma, essas transformações constantes geram uma sociedade ansiosa e sem tempo de cozinhar sua própria comida. Aliado a isso, têm-se as empresas de fast-foods que possibilitam uma experiência deliciosa e rápida. Nessa perspectiva, as pessoas optam por uma alimentação baseada em produtos ultraprocessados e se distanciam de alimentos que realmente poderiam nutri-los, como vegetais, frutas e legumes.
Em consequência desses maus hábitos alimentares, os distúrbios na saúde como obesidade, problemas cardíacos e sedentarismo crescem no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de obesos chegou a 20% da população, e a faixa etária mais afetada é 25 a 34 anos. Desse modo, percebe-se que os indivíduos se alimentam cada vez pior, além de reduzirem as práticas de exercícios fisícos diários, já que estão mais tempo na frente da televisão, computadores e celulares. Além disso, o alto consumo de açucar pode ocasionar problemas de colesterol que acarretam doenças cardíacas, as quais podem levar à morte.
Urge, portanto, que ações sejam realizadas para modificar os hábitos alimentares dos brasileiros. Cabe ao Ministério da Educação, em associação com o de Cultura, promover a produção de documentários impactantes sobre as consequências de uma má alimentação. Por meio da divulgação dessas obras cinematográficas em escolas e redes televisivas, para que possibilite a conscientização de crianças e adultos sobre a importância de se alimentar com produtos naturais e saudáveis. Ademais, as escolas e os pais devem influenciar os jovens a praticarem atividades físicas, para que haja a redução do sedentarismo precoce. Assim, os indivíduos passem a utilizar as tecnologias de maneira mais benéfica para saúde.