Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 11/03/2020
“Que a comida seja teu alimento, e teu alimento seu remédio”. Essa frase do pensador grego Hipócrates ilustra como a qualidade do que é ingerido impacta na saúde do indivíduo. Consequentemente, o resultado de uma má alimentação é as doenças causadas pelo excesso de gordura e o câncer que, progressivamente, tornaram-se parte da vida dos cidadãos.
Para Gilles Lipovetsky, a sociedade atual é marcada pelo imediatismo. Diante dessa realidade, nota-se como as comidas preparadas em um curto intervalo de tempo, conhecidas como “fast-foods”, por consequência da praticidade, transformaram-se em produtos consumidos em grande escala. Entretanto, o custo do tempo de espera poupado, muitas vezes, é a vida do indivíduo, uma vez que os alimentos instantâneos, por conterem alto teor lipídico, corroboram para o surgimento de doenças, como a Aterosclerose, responsáveis por ocasionar infartos e diabetes. Infere-se, portanto, que a falta de uma boa alimentação resulta em mal-estar físico, dado que o sistema biológico do indivíduo funcionará com dificuldade.
Outrossim, segundo a ANVISA, 70% dos alimentos naturais contêm agrotóxicos e, por serem produzidos em massa, são mais baratos quando comparados aos orgânicos, sendo, lamentavelmente, a preferência de consumo dos brasileiros. Ademais, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, os pesticidas utilizados nas plantações são substâncias altamente carcinogênicas. Logo, se os produtos infestados por venenos são a maioria, ao passo que as comidas totalmente naturais são comercializadas com preços abusivos, infere-se que as pessoas optarão pela primeira opção, elevando os casos de câncer ocorridos. Portanto, é necessário baratear os alimentos orgânicos, uma vez que a Constituição de 1988 assegura o direito dos cidadãos à alimentação e à saúde, sendo papel do Estado exercer essa tarefa.
Dessarte, medidas são necessárias para melhorar os hábitos alimentares dos brasileiros. Para tal, urge que o Ministério da Saúde, órgão responsável por promover e garantir a vitalidade dos cidadãos, crie campanhas de reeducação alimentar nas escolas e em outros órgãos públicos, desenvolvidas por meio de palestras com profissionais da saúde, tais como nutricionistas e clínicos, a fim de que os indivíduos reduzam o consumo de “fast-foods” e vivam com uma dieta saudável. Assim, como mais sujeitos reconhecerão a importância da boa alimentação descrita por Hipócrates, mais cidadãos viverão com qualidade de vida.