Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 08/11/2020

Segundo os dados da revista médica “The Lancet”, uma alimentação irregular pode mater mais que o tabagismo. Levando em consideração a canção de Renato Russo, “Geração Coca-Cola”, a respeito dos “enlatados do U.S.A., de nove às seis”, a alta publicidade de produtos calóricos, gordurosos e até cancerígenos tem estimulado o consumismo. Discute-se, portanto, os problemas relacionados a

à alimentação no século XXI.

Primeiramente, é mister ressaltar a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que 90% dos brasileiros se alimentam de forma incorreta. Essa informação é facilmente comprovada quando se assiste o documentário produzido pela Netflix: “What the Health”, em que até os produtos considerados “saudáveis”, de origem animal, são cancerígenos ou podem fazer muito mal ao organismo, devido às altas taxas de sódio ou à forma como são processados. De fato, o governo e os setores de saúde não mostram com tanta frequência os malefícios e as consequências de uma alimentação irregular. Como afirma Gustave Flaubert, a saúde deve ser uma constante na educação, e, sendo a alimentação responsável pelos maiores índices de hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares, a alimentação deve ser uma constante na educação.

Outrossim, comprovando a teoria de Ortega y Gasset sobre quanto mais avançada a sociedade, maiores os problemas, vivencia-se o auge da Revolução Técnico-Científico-Informacional, logo, é imprescindível salientar o papel da mídia nesse cenário, estimulando o consumismo exacerbado de produtos hipercalóricos. Ademais, com o ritmo de vid atual, pessoas têm optado pelo mais rápido, mais barato, mas não necessariamente mais saudável. Por analogia, o filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” mostra uma indústria onde são produzidos variáveis produtos, atendendo a demanda da população, muito semelhante aos “fasts foods” atuais.

Fica evidente, portanto, os problemas relacionados à alimentação no século XXI. O Poder Público, junto com o Ministério da Saúde, deve, financiar pequenos agricultores para disponibilizar produtos orgânicos e, por meio de projetos sociais, em instituições de ensino e instituições privadas, fazer com que todos tenham acesso a uma alimentação de qualidade e, com o apoio de nutricionistas e palestrantes, organzizar debates na tentativa de criar uma educação alimentar, sendo a didática capaz de mudar is hábitos de vida e os dados relacionados à saúde no Brasil.