Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 13/10/2020
A constituição de 1988 — norma de maior hierarquia do sistema jurídica brasileiro — assegura a todos cidadãos o direito de bem-estar social. Todavia, substancial parcela da população brasileira não experimenta esse direito constitucional na prática, visto que há problemas com alimentação no século XXI.Diante dessa perspectiva, há de se analisar como o advento das novas tecnologias e a omissão estatal influenciam na problemática em questão.
A princípio, é imperativo pontuar que com o surgimento das novas tecnologias se mostrou um agravante para impasses na alimentação. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Cultura Liquida”, disserta que a tecnologia moldou o ser humano, no qual a modernidade se tornou mais atrativo do que coisas essenciais para vida humana. Nesse viés, é perceptível que o excesso de comodismo pelo bombardeamento de tecnologias que de um certo modo proporciona prazer ao indivíduo e a falta de atividade física e excesso de ingestão de carboidratos e gorduras, corroborou para a obesidade e hipertensão nos dias atuais. Logo, enquanto essa prática capitalista de incentivo a modernismo permanecer inúmeros brasileiros sofrerão com a má alimentação.
De outras parte, é notório que as autoridades públicas inviabiliza o rompimento do problema em questão. Nesse sentido, John Locke, filósofo contratualista,desenvolveu a tese de que os indivíduos cedem sua confiança ao Estado,que,em contrapardida,deve garantir direitos aos cidadãos, inclusive a alimentação saudável e nutricional.Entretanto,esse direito está distante entre muitos brasileiros, isso porque o Estado incentiva a liberação de uso de agrotóxicos mais facilitados aos agropecuarista, além de conceder benefícios às população são sujeitas a se alimentar com grande carga de agrotóxicos tóxicos, acarretando até mesmo intoxicação alimentar, segundo a Greenpeace.Dessa forma, não é razoável que essa inércia estatal contribua para debilitar o indivíduo.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de reverter o cenário atual. Para isso, o Ministério da Educação deve estimular a construção de projetos educacionais nas instituições de ensino que abrangem as áreas de biológicas e na área da saúde, por meio de palestras e acompanhamento psicológico. Essa iniciativa teria a finalidade de promover a desconstrução do uso excessivo aparelhos tecnológicos e benefícios para uma alimentação saudável. O Ministério da Agricultura, por sua vez, devem dificultar o incentivos dos usos de agrotóxicos, por meio de leis mais rígidas, a fim de que elas estimulem a produção e consumo de produtos orgânicos, de modo que o direito garantido pela Carta Magna deixe de ser apenas uma teoria.