Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 22/05/2021
Na visão do sociólogo contemporâneo Zygmynt Bauman a sociedade moderna vive o fenômeno da ‘‘modernidade líquida’’ que é caracterizada pela velocidade das relações sociais. Nesse raciocínio, o problema relacionado à alimentação surge no Brasil. Esse porque, infelizmente, muitas vezes o corpo social come cada vez mais produtos ultra processados- fruto desse nova dinâmica social-. Além disso, em alguns casos o acesso à comida não ocorre para indivíduos mais humildes.
Em primeira análise, vale destacar que os alimentos ultra processados são um problema para a alimentação. Isso é, quando eles são consumidos de forma descontrolada podem gerar problemas, como a obesidade. Sob esse prisma, vale evidenciar a desigualdade social no Brasil, de acordo com o site Uol, o índice de Gini- aponta a república como uma das mais desiguais do mundo. Nessa análise, em alguns casos, ter uma alimentação mais saudável pode representar um impacto na economia familiar. Com isso, os fast food - termo em inglês para se referir alimentos preparados em pouco tempo e geralmente mais baratos- são uma opção. Dessa forma, a modernidade líquida pode trazer problemas que devem ser combatidos pelo Ministério da Economia - ME - .
Outrossim, um outro dilema relacionado à comida é o fato de uma parte do corpo social não a possuir em qualidade e quantidade satisfatória. Ou seja, pessoas não terem o que comer ou o volume não ser suficiente para suprir os valores diários. Sob essa óptica, o artigo 6 da Constituição Federal garante a alimentação para todos os cidadãos. Entretanto, para os moradores de rua, famílias mais pobres, por exemplo, a lei acaba não sendo efetivada, lamentavelmente. Dado o exposto, é notório que um direito humano e básico não é atendido. Dessa forma, o Estado deve garantir que isso não ocorra ou seja atenuado.
Destarte é fundamental o combate dos problemas referentes a alimentação. Para isso, o ME- uma vez que a sua função é administrar a economia- deve atuar na criação de incentivos monetários para a população mais pobre possa ter uma alimentação mais saudável . Com a finalidade da redução dos dilemas na saúde por má alimentação. Ele atuaria por meio de distribuição de cartão alimentação para trabalhadores que recebessem até um salário mínimo para assim poder oferecer uma melhor qualidade no processo. Outra medida, seria o Poder Legislativo-cuja função consiste em criar leis- homologar uma lei que obrigue o Estado a assistir a população de rua no que tange a alimentação por intermédio de políticas de distribuição de cesta básica. Com o intuito de amenizar a vulnerabilidade dessas minorias.