Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 06/06/2021
Consoante ao marxismo, os indivíduos são reprodutores do capitalismo, tal reprodução configura-se em diversos âmbitos socioeconômicos, inclusive no setor alimentício, que é reduzido, aos olhos do capital, a um mero produto a ser comercializado. Dessa maneira, a materialidade econômica neoliberal, no século XXI, constrói duas extremidades problemáticas, diametralmente opostas, relacionados à alimentação: a fome, fruto da má distribuição de renda; e a obesidade, relacionada à celeridade da vida capitalista e às propagandas em geral.
De acordo com a FAO, a fome é oriunda da má distribuição de recursos, pois a produção alimentícia é cerca de 20 bilhões, o que é mais do que o necessário para suprir as necessidades de cada indivíduo no planeta. Sendo assim, fica nítida que a precária alimentação está relacionada à logística econômica do mercado global, que mercantiliza uma necessidade básica à vida, ao inviabilizar o acesso, àqueles que não possuem dinheiro, aos gêneros nutritivos. Tal conjuntura é responsável, também, por desenvolver diversos problemas de saúde na vida dos indivíduos, frutos da subnutrição e desnutrição infantil – visto que, esse é o período base para o desenvolvimento do ser humano - além de potencializar a taxa de mortalidade, principalmente em países e classes periféricas ao sistema capitalista de produção.
Para mais, num cenário oposto à desnutrição tem-se a obesidade, esta é fruto de propagandas, que semeiam no seio social, desde a infância, o hábito de se consumir alimentos processados, mais calóricos, a fim de atender aos interesses lucrativos das empresas alimentícias. Além disso, a obesidade é considerada uma epidemia, pois é oriunda da celeridade da vida capitalista, do comodismo urbano, associado ao menor gasto calórico com atividades diárias e exercícios físicos. Desse modo, à medida que os indivíduos se exercitam menos e comem mais, principalmente produtos calóricos, de modo desregulado, há um desequilíbrio energético que potencializa o acúmulo de gordura, responsável por gerar efeitos colaterais – como doenças cardiovasculares, diabetes - no organismo humano.
Logo, a fim de que os seres sociais se alimentem de modo saudável e equilibrado, faz-se necessária uma equânime distribuição de renda e uma reeducação alimentar, associada à prática de atividade física – orientada pelo Ministério da Fazenda e de Propaganda, respectivamente – por meio de uma menor taxação sobre os gêneros alimentícios, para as classes desprivilegiadas – amparada na justiça fiscal - e de propagandas que estimulem a criticidade em relação ao que se é ingerido e aos efeitos no corpo humano, mas também pela disponibilização Estatal de centros esportivos comunitários. Portanto, tal condições viabilizarão, ao ser humano, um modo de vida mais digno e prolongado.