Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 01/06/2021

Na obra” Ensaio sobre a cegueira”, o escritor José Saramago ressalta a importância de ter olhos quando todos os perderam. Revela-se sobre essa ótica uma espécie de cegueira social intrínseca na sociedade, a qual impede os indivíduos de enxergarem as problemáticas como a dos alimentos no séc. XXI, quer seja pela ineficiência do Estado na distribuição de alimentos, quer seja pelo modo de vida contemporâneo.

A priori, o quadro “Retirantes” de Portinari, reproduz uma família de imigrantes nordestinos, com traços de subnutrição e pobreza. Apesar de ter sido produzido em 1944, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE ), divulgou em 2021, que 66% da população brasileira ainda vive em vulnerabilidade alimentar grave e retornou ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas. Neste sentido, para o agrônomo José Graziano da Silva, responsável pela implantação do programa “Fome Zero”, este número se deve não a falta da produção de alimentos no Brasil, mas pela ineficiência do Estado em políticas sociais.

Ademais, além da problemática da fome, o povo tupiniquim também encontra problemas com a obesidade. Segundo o IBGE, em 2017, 40% da população brasileira encontra-se acima do peso. Conforme o estudo, esse número deve-se ao fato das rotinas terem mudado nos últimos anos. Não distante, esse ritmo sedentário é satirizado no filme “Wall-E”, que mostra uma Terra pós-apocalíptica, em que os seres humanos vivem no espaço presos as suas cadeiras e comendo apenas fastfood.

Portanto, diante do que foi exposto, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao Estado, realizar políticas sociais como, banco de sementes, apoio ao pequeno produtor rural, bem como a construção de mais restaurantes públicos com preços populares e assistidos por nutricionistas. Também, deve ser construído mais espaços públicos que ofereçam aulas para a comunidade como yoga, treinamento funcional e palestras de alimentação saudável. Assim, talvez, essas problemáticas com a alimentação no séc. XXI, venham a diminuir na terra tupiniquim.