Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 09/06/2021
O período pós Revolução Industrial foi marcado por inúmeras inovações no modo de vida das pessoas, centrado em tranformações no setor de transportes, trabalho, estilo de vida e até alimentação. Esse marco na história é caracterizado não só pela intensificação do capitalismo, mas também pelas ferramentas de otimização de tempo. Diante do exposto, cabe citar a cultura alimentar hodierna como uma forma de economizar tempo, por intermédio do consumo intenso de ultra processados. Nesse contexto, fatores como a comodidade da vida moderna e a obesidade devem ser analisados.
Sob tal ótica, é fulcral pontuar acerca da negligência no que tange a uma alimentação saudável. Nesse sentido, depreende-se que as opções de comidas rápidas, com preços relativamente acessíveis, como os “fast-foods”, têm grandes impactos no fortalecimento do mal hábito alimentar atual. Segundo o Ministério da Saúde, pesquisa realizada em 2019, mais da metade da população brasileira está acima do peso. Desse modo, percebe-se que há um descaso significativo quanto à ingestão de alimentos saudáveis, o que resulta no sobrepeso do corpo civil. Logo, para a cultura alimentar do país, corroborada pela comodidade da vida moderna e estilo corrido de vida, mais vale o prazer imediato da nutrição calórica do que os malefícios advindos futuramente.
Ademais, é cabível citar o discurso de Hipócrates, médico grego. Na Grécia Antiga, o pai da medicina entendia que a anatomia humana exige constante movimento, uma vez que, segundo o teórico, a inércia contraria a natureza humana. Nessa perspectiva, é indiscutível afirmar que a população, em sua maioria, ignora a sabedoria de Hipócrates, já que há uma grande negligência na prática de atividades físicas, o que precedeu em altas taxas de obesidade no contexto brasileiro. Assim, há uma inversão de fatores, visto que, cresce o consumo de comidas gordurosas num cenário em que o corpo social se movimenta cada vez menos, ocasionando doenças como diabetes, hipertensão e cardiopatias.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar o panorama da má alimentação brasileira. Em síntese, é função do Ministério da Educação e da Saúde informar a sociedade sobre a importância dos bons hábitos alimentares, por meio da inclusão de uma disciplina sobre educação alimentar na Base Nacional Comum Curricular. Dado que é um problema cultural, importa que essa disciplina seja implantada desde o ensino infantil até o ensino médio, na qual será trabalhada de modo didática, por intermédio de jogos, documentários, livros, oficinas e criação de hortas escolares como incentivo para um consumo adequado. Isso deve ser feito com a finalidade de educar os envolvidos acerca dos benefícios da alimentação saudável e prevenir doenças associadas. Por certo, haverá formação de cidadãos conscientes e não influenciáveis pelo contexto corrido pós Revolução.