Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 16/06/2021

A Globalização, assim como a Revolução Industrial, foram eventos marcantes que mudaram a históra mundial nos últimos séculos. Nesse âmbito, a Transição Nutricional, apresenta-se como consequência direta desses episódios históricos e pode ser considerada fator para o surgimento de problemas relacionados à alimentação no século XXI. Atrelada a isso, estudos mostram que o estresse, principalmente aquele ocorrido no início da vida, coopera grandemente para o desenvolvimento de disturbios alimentares. Assim, é necessário encontrar meios para evitar altos níveis de estresse na primeira infância.

De fato, a Transição Nutricional, iniciada por volta da década de 70, foi responsável por promover alterações alimentares. Nesse contexto, de acordo com a nutricionista Carolina Ramos, isso se deu por conta da globalização, que fez as pessoas ficarem mais tempo fora de casa e se alimentarem de ‘Fast-foods’, ou seja, comidas instantâneas e práticas. Essas que, segundo a nutricionista Julliet Souza, são cheias de condimentos e compostos nada nutritivos, que tendem a causar transtornos metabólicos, cardiovasculares e câncer. Portanto, pode-se dizer que a Transição Nutricional foi vital para que problemas relacionados à alimentação no século XXI acontecessem.

Por outro lado, estudos como o da neurocientista e nutricionista, Sandra Lopes de Souza, mostram que há uma relação entre o estresse e o consumo exagerado de ‘Fast-food’. Nessa circustância, ela conta que animais que foram estressados por meio de separação materna no início da vida, ou seja, quando o corpo está em constante crescimento, acabaram com má formação cerebral. Logo, isso causou danos que se estenderam até a vida adulta, sendo uma das consequências a preferência por essas comidas instantâneas e maléficas à saúde. Desse modo, é necessário evitar que a população sofra de estresse, principalmente no início da vida, visto que, a disponibilidade de ‘fast-food’ no mundo globalizado e a pré-disposição para problemas alimentares é enorme.

Sendo assim, sabendo que a separação materna infantil é responsável por causar estresse em crianças,  medidas para evitá-la  devem ser criadas. Logo, uma lei trabalhista deve ser formulada com o propósito de garantir, que uma mãe que amamenta, permaneça com seu filho o tempo biológico necessário para evitar qualquer prejuízo à sua formação. Isso pode ser feito por meio de uma sanção presidencial para esse projeto de lei, que precisa antes ser aprovado na Câmara dos Deputados e Senado. Assim, com menos crianças estressadas, menos problemas relacionados à alimentação na vida adulta surgiriam.