Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 02/10/2021

Até a sedentarização dos povos, ou seja, a conquista da estabilidade alimentar, os homens necessitavam movimentar-se a busca de alimentos, o que mudou com o domínio da agricultura. Paralelamente, há, no Brasil atual, o desenvolvimento e a modernização do agronegócio, que é uma das principais bases econômicas. Entretanto, ainda nesse cenário, existem pessoas análogas aos nômades, sem alimentação assegurada, e também, aqueles com concentração de alimentos. Enfim, essa situação remete falha na busca pelo equilíbrio aristotélico.

A princípio, é valido ressaltar que uma parcela significativa da população brasileira sofre por não ter garantia de que conseguirá uma próxima refeição ou da qualidade dessa, o que caracteriza a insegurança alimentar. Por conseguinte, tal insegurança é causada pela desigual distribuição de renda e oportunidades aos cidadãos, que, sem amparo financeiro, não conseguem saciar-se de maneira segura. De mesmo modo, retratando a situação de miséria em relação ao luxo, o documentário “Ilha das Flores” representa uma cadeia alimentar baseada no preço, por isso pessoas pobres são menos prioritárias que animais de corte. Logo, a desigualdade é determinante quando se refere à alimentação.

Em segunda análise, aquelas pessoas que possuem fartura de comida podem não ter fome, mas subnutrição e compulsões alimentares são típicas dessa classe. Depreende-se, então, que por demanda, principalmente de tempo, é mais prática a compra de comidas prontas, que são saturadas de sódio e gorduras e pobres em micronutrientes. Nesse sentido, as empresas visando maior lucro utilizam de temperos artificiais e potentes. Assim, ao escolherem alimentos fabricados, os consumidores ativam o sistema de recompensa do cérebro e submetem-se a um possível consumo descriminado dessas substâncias, o que vai gerar problemas a longo prazo.

Portanto, ao analisar os problemas relacionados à alimentação presentes atualmente, é notada a necessidade de que esses sejam combatidos. Para isso, o Ministério da Fazenda – responsável pela administração monetária da União – deve subsidiar os produtores nacionais de bens de consumo, de modo que garanta a priorização do mercado nacional a fim de uma redução de preços e aumento da qualidade e variedade dos alimentos. Ademais, compete ao Estado promover amparo social mediante garantia de alimento visando a dignidade de seus cidadãos. Por fim, ocorrerá a aproximação do equilíbrio social entre dois extremos prejudiciais.