Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 02/10/2021

A Agenda 2030 é um compromisso global assumido por 193 países - incluindo o Brasil - que possui como objetivo a erradicação da pobreza, o desenvolvimento social, econômico e ambiental. Entretanto, a conjuntura mundial indica que o desígnio 2 do projeto adscrito, referente à fome zero, não será alcançado até o prazo estimado. Como pano de fundo, verificam-se os gargalos da problemática: de um lado, a má distribuição alimentícia; de outro, uma pandemia da COVID-19. Assim, adversidades ligadas à nutrição na sociedade hodierna ainda configuram desafios a serem sanados. Logo, torna-se imperioso traçar tratamento de combate à chaga pública aludida.

Nessa perspectiva, lógica de referência aos óbices referentes ao sustento nutricional, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à defeituosa repartição de alimentos. Segundo o teórico demográfico britânico, Thomas Malthus, o crescimento populacional seria 28 vezes maior que a produção alimentar, porém, a contemporaneidade evidenciou-se um cenário não previsto pelo estudioso. Nessa pauta, a indústria alimentar tornou-se um agente que possibilitou a quantidade de comida para toda a população, mas, a divisão dela não é realizada de forma equitativa. A exemplificar, os Estados Unidos consomem uma porção maior de carne em comparação com países africanos, e as taxas de desperdício da potência norte-americana, segundo o local o uol, é de 150 mil toneladas por dia. Com isso, conclui-se que é substancial reavaliar a celeuma predita.

Concomitantemente ao fracionamento de alimentos na atualidade, é fundamental o debate acerca da crise sanitária global em decorrência do novo Cornavirus, visto que ambos representam impasses para a efetiva partilha nutricional na Terra. Nesse sentido, uma epidemia planetária evidência e aumento diversas mazelas sociais, como a fome no mundo. Anunciado ao aumento do desemprego e da pobreza, muitos estão em necessidade. Segundo a ONU (Organizações das Nações Unidas), 9,9% dos habitantes mundiais foram afetados com a pandemia, no Brasil, 19 milhões de cidadãos não possuem o que comer. Logo, torna-se fulcral combate essa ruptura grave da sociedade.

Portanto, com a finalidade de combater os problemas relacionados à alimentação no século XXI, ações robustas operantes são consideráveis e essenciais. Desse modo, compete a ONU investir na alimentação mundial por meio de políticas públicas que fomentam a distribuição de comida à população carente e necessitada. Também seria interessante que os governos dos respectivos países disponibilizem programas de auxílio à parcela popular prejudicada durante a pandemia. Assim, torna-se-á possível alcançar as metas traçadas pela agenda 2030.