Problemas relacionados à alimentação no século XXI
Enviada em 05/10/2021
Em âmbito nacional, muitas perspectivas paradoxais têm sido defendidas acerca do desafio de se qualificar os hábitos alimentares de crianças e adolescentes. Nesse viés, enquanto o senso comum se limita a apontar responsáves e exigir mudanças, teóricos das ciências sociais atestam a necessidade de posturas coesas e socialmente mais engajadas acerca desses hábitos alimentares. De fato, é preciso enfatizar que em busca de aprimorar sua rotina e por influência da mídia, cada vez mais, as pessoas optam por consumir alimentos extremamentes industrializados e de fácil acesso.
De início, faz-se necessário avaliar práticas e ideologias em torno das propagandas e influência da mídia que, de maneira predatoria, explora a necessidade de agilidade e simplicidade na hora de se alimentar, buscando tornar algo positivo e comum abrir mão de uma refeição saudável e completa para o estilo de “Fast food”, cada vez mais popular entre os jovens. Nessa direção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40% da população infanto-juvenil está acima do peso ideal para sua idade, diante disso, deve-se admitir a superficialidade e pouca eficiência de iniciativas, como peças publicitárias e informativas que, apesar de relevantes, não conseguem incitar posturas proativas contra a obesidade na juventude. Por certo, cabe exaltar que mesmo dispondo de propagandas incentivando a alimentação saudável, ainda é forte, por parte da mídia, comerciais que pregam o contrário.
Além disso, diante da necessidade de se aprimorar os hábitos alimentares da juventude brasileira, mais do que conceber teorias, é preciso efetivar medidas concisas, enfáticas e pontuais. Nesse prisma, em consonância com os veículos de mídia atuando como mediadores de campanhas socioeducativas, faz-se necessário instituir estratégias capazes de atrelar todos os segmentos da sociedade à uma rede de atuação a favor da aprimoração dos hábitos alimentares na infanto-juventude. Sem dúvida, pode-se asseverar que sem o papel conscientizador e alertador da mídia, não será possível atingir efetivamente a rotina consumista e malefica para saúde que engloba a maioria da população nacional.
Em suma, considerando a abrangência dessa problemática, torna-se imperativa a interação de múltiplos agentes. Portanto, através de marketing social, com portifólios e informes publicitários, as empresas de grande mídia devem democratizar o acesso a informações apuradas aptas a instigar maior lucidez no consumo de alimentos e produtos de origem industrial, como forma de promover uma reeducação alimentar na sociedade. Afinal, não se pode negar que desde pequenos, as crianças são expostas a alimentos ultraprocessados, desenvolvendo assim, péssimos hábitos alimentares no decorrer da sua vida.