Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 08/04/2022

A industrialização da era contemporânea influenciou toxicamente a alimentação. Isto é, a modernidade ocasiona o envenenamento legalizado e a cultura do capitalismo produtivo alimenta e esconde os perigos da produção exacerbada e descontrolada. Sobretudo, tem-se um Estado que corrobora e incentiva essa generalizada má digestão.

Em primeiro aspecto, ressalta-se a facilidade de compra e entrega de alimentos altamente processados. Ou seja, se antes da revolução industrial, uma das poucos maneiras de conseguir alimento fosse plantando, colhendo e caçando, hoje, aplicativos como o IFOOD e Uber Eats dominam velozmente o mercado de entregas alimentícias intensamente açucaradas prontas para consumo. Por sua vez, a vida moderna se tornou lenta e preguiçosa, caminhar não é mais necessário, mas sim incomum e extraordinário.

Em segundo plano, tem-se um governo intoxicado e doente. Prova disso são as dezenas de agrotóxicos liberados para uso no país durante o atual mandato de Jair Bolsonaro, presidente da rebública, junto ao seu ministro do meio ambiente, já substituido, Ricardo Salles. Logo, além de hábitos sedentários, há também a problemática da alimentação assolada de produtos químicos que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (ONU), podem causar sérios riscos à saúde. Diante disso, inativos, envenenados e doentes são os adjetivos que descrevem os futuros brasileiros.

Sob esse viés, faz-se necessário que o Poder Legislativo somado ao Ministério do Meio Ambiente criem leis que proibam e criminalizem esses inseticidas, fungicidas, pesticidas utilizados, a fim de que diminuam as consequências negativas e aumentem a qualidade da comida. Somado a isso, medidas devem ser tomadas pelo Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação, como propagandas publicitárias e palestras nas escolas com o intuito de conscientizar a população dos problemas relacionados à alimentação intoxicada.