Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 31/05/2022

A Constituição assegura o direito a uma alimentação saudável e adequada aos cidadãos. Todavia, os problemas relacionados à questão alimentícia ferem esse princípio. Isso ocorre por causa da má distribuição de alimentos e do uso excessivo de agrotóxicos. Logo, é preciso debater tal cenário.

Sob essa ótica, destaca-se a divisão alimentar precária. Nesse sentido, tem-se como base o filme “O Poço”, cujo enredo metaforiza o fornecimento de comida por andares, nos quais os mais altos recebem uma quantidade superior do que os mais baixos. Em suma, a obra critica a partição de comestíveis, pois, devido à carência de recursos monetários, as classes sociais inferiores deixam de comer ou possuem uma subsistência ineficiente. Ante o exposto, nota-se que a desigualdade financeira impacta negativamente a existência de uma dieta saudável.

Ademais, vale citar a utilização massiva de agrotóxicos. Segundo o site UOL (Universo Online), o presidente Jair Bolsonaro liberou, em 2019, a aplicação de 51 novos defensivos agrícolas. Isso é alarmante, porque esses produtos são nocivos à saúde humana, e sua legalização aumenta o emprego deles em larga escala nos alimentos. Por conseguinte, o bem-estar das pessoas fica sujeito a riscos, como náuseas, dificuldades respiratórias e, até mesmo, a morte.

Portanto, é necessário solucionar o contexto em pauta. Para tanto, a fim de garantir uma alimentação de qualidade aos brasileiros, cabe ao Ministério da Economia, junto ao Ministério do Meio Ambiente, fiscalizar as condições das comidas no panorama nacional, mediante não só a minimização do uso de agroquímicos, mas também a diminuição no preço delas, de modo a torná-las uma mercadoria acessível e saudável a toda a população. Destarte, a Constituição será respeitada.