Problemas relacionados à alimentação no século XXI

Enviada em 29/09/2022

Alimentação: orientação ou restrição

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todos os ci- dadãos têm direto à alimentação adequada. Embora previsto no documento, tal fa- to é uma realidade distante de uma grande parcela social, visto que distúrbios ali- mentares- incluso os de origem emocional- perduram na contemporaneidade. Des- sa maneira, a apologia ao corpo considerado perfeito e a ineficiência da educação alimentar corroboram o destaque da problemática no país.

Diante desse cenário, vale ressaltar o culto aos padrões de beleza impostos pela sociedade. Nesse viés, os veículos midiáticos exercem importantes papeis na supe- riorização da estética magra já que evidenciam a beleza minoritária em desfiles e propagandas publicitárias, mesmo que 1 a cada 2 brasileiros enfrentem problemas com a obesidade, segundo o Ministério da Saúde. À vista disso, a ênfase à necessi- dade de emagrecer, sem acompanhamento médico, acentua problemas físicos e mentais e demonstra a notoriedade de relações saudáveis com o próprio corpo.

Ademais, a carência de educação alimentar enfatiza o número crescente de jovens obesos ao longo do território. Apesar de existirem projetos como o Programa Naci- onal de Alimentação Escolar (PNAE), a pouca abrangência nacional revela a peque- na aplicabilidade no cotidiano do público infanto-juvenil. Dessa forma, a falta de instrução e de conhecimento sobre os reais benefícios de uma alimentação balan- ceada leva os indivíduos às comidas industrializadas- “fast-fods”- e às consequên- cia negativas geradas à saúde. Por isso, assim como para Hipócrates, “o homem saudável é aquele que possui estado físico e mental em equilíbrio”, torna-se neces- sário o ensino qualitativo sobre o bem-estar alimentício e emocional.

Portanto, medidas que visam intervir nos desafios do hábito alimentar salutar são essenciais ao país. Para isso, o governo federal, por meio dos Ministérios da Saúde e da Educação, deve criar projetos com dinâmicas didáticas em instituições de ensi- no- a começar pelo apoio nutricional e psicológico aos alunos- a fim de quebrar paradigmas e garantir mais saúde, além de assegurar os direitos previstos pela DUDH de modo igualitário a todos os brasileiros.