Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 11/09/2019
Promulgada em 1988, a Constituição Federal afirma que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Conquanto, a proteção da floresta amazônica é uma problemática a ser enfrentada. Isso se evidencia não só pelo aumento do desmatamento, como também pela ignorância da população.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento na Amazônia em julho de 2019 teve crescimento de 278% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Tal dado mostra-se alarmante, posto que a principal causa é o avanço do capitalismo e agronegócio, o que necessita de demandas mais rápidas e qualificadas. Ademais, a Amazônia possui a maior biodiversidade, o que garante maior sustentabilidade nativa. Sendo assim, faz-se inaceitável que autoridades brasileiras e mundiais não preservem tal camada importante para o equilíbrio ambiental.
Outrossim, a ausência de compreensão dos cidadãos acerca do assunto é um fato estarrecedor, visto que apesar de apresentarem a tamanha relevância que esse ecossistema traz para todo o planeta, ainda existem restrições na defesa coletiva para a conservação. Consoante ao filósofo Immanuel Kant, “o indivíduo é aquilo o que a educação faz dele”. Nesse sentido, é inadmissível que não tenham ensinamentos adequados que os façam se importar com a fauna e flora do país.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério do Meio Ambiente, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva políticas públicas já pré-determinadas pela Constituição Cidadã, com fiscalizações mais sérias, colocando sob risco de punições para os infratores, além de incentivar, por meio das escolas e das empresas público-privadas, núcleos de debates, com o intuito de enaltecer o patrimônio natural e ressaltar que é dever do mundo todo salvaguardar essa área. Dessa forma, poder-se-á ter um planeta desperto.