Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 01/10/2019
A exploração desenfreada da floresta amazônica e seus prováveis impactos para as gerações futuras representa um tópico discursivo de extrema notoriedade no Brasil e no mundo. Com a consolidação do sistema capitalista e a consequente ascensão de uma sociedade voltada completamente para o consumo, a extração de matéria-prima é cada vez mais acentuada, agravando a cada dia os índices de desmatamentos e queimadas nas áreas florestais. Diante disso, é evidente o descaso dos governos no que diz respeito à proteção da Amazônia, o que pode ocasionar sérias consequências no futuro.
Em primeiro lugar, deve-se considerar os impactos mundiais da usurpação da região amazônica. Uma vez qualificada como uma das maiores florestas tropicais do planeta, essa área possui ampla participação na produção de gás oxigênio e no ciclo hidrológico. Logo, com as intermitentes e intensas retiradas da cobertura vegetal, adversidades como secas prolongadas e deficiências respiratórias nos indivíduos seriam recorrentes e cada vez mais graves. Tal realidade é retratada no livro “Não Verás País Nenhum”, em que a quase completa extinção das florestas provocou um cenário caótico, com temperaturas exageradamente elevadas, chuvas praticamente inexistentes e dificuldades para respirar.
Em segundo plano, a extração das áreas vegetais condiciona o empobrecimento do solo. ao desmatar determinada região, a terra, além de ficar desprotegida e propensa à lixiviação, deixa de receber nutrientes provenientes da decomposição da matéria orgânica presente nas plantas. Como consequência, o setor agropecuário é prejudicado, afetando não só a economia brasileira como o cenário internacional.
Por conseguinte, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente promova a criação de leis que limitem a exploração da floresta amazônica a níveis seguros, por meio do aumento fiscalizatório nas regiões de extração. Assim, as áreas vegetais contarão com a devida proteção e a conciliação entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade será uma realidade possível, evitando os problemas socioambientais mencionados.