Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 09/09/2019

O Relatório Brundtland, publicado em 1987, é um documento intitulado Nosso Futuro Comum, que previa o desenvolvimento sustentável sem prejudicar as gerações futuras. No entanto, o relatório não foi colocado em prática, pois, movido por interesses financeiros, o Brasil e o mundo, não cumprem seu papel de proteger a Floresta Amazônica, e a problemática persistente no país. Nesse contexto, percebe-se um grave problema de contornos específicos, o qual ocorre não só devido resquícios históricos, mas também pela ausência de preocupação.

Convém ressaltar, primeiramente, de que forma os resquícios históricos impacta o país. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, reproduzidos pelos indivíduos. Nesse âmbito, desde o período colonial, o Brasil era explorado, por interesses financeiros, para abastecer outras metrópoles. Dessa forma, atualmente, reproduzindo o passado, parte do território amazônico, é desmatado para a produção agrícola e pecuária, como previsto por Bourdieu, o que acarretou na destruição da Floresta.

Outrossim, evidencia-se a falta de preocupação. Consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas, tem como finalidade atender os interesses individuais. Nessa perspectiva, em uma sociedade movida pelo etnocentrismo, não há espaço para a preservação do Floresta, já que esta é utilizada para exploração de recursos. Logo, é preciso que haja uma conscientização do Brasil e do mundo, de como explorar a Amazônia de forma sustentável, para garantir sua proteção.

Mediante o exposto, fica claro que medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, a por meio de conferências internacionais, com os países vizinhos que fazem parte do território Amazônico, para estabelecerem regulamentos e os deveres de cada nação para a proteção da Floresta, a fim de que seus recursos sejam utilizados de forma sustentável, com finalidade de diminuir seu desaparecimento e, consecutivamente, protegê-la. Assim, a proteção da Floresta Amazônica será concretizado, fazendo valer o que estava previsto no Relatório Brundtland.