Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 27/08/2019
No fim do século XIX, a França preparou uma surpresa aos americanos ao dar de presente a Estátua da Liberdade, que é um patrimônio mundial. O planeta presentou o Brasil com grande parte da Floresta Amazônica e a história nos deu o direito da posse desse território. A floresta não foi um presente, por isso não temos que compartilhar a responsabilidade de sua proteção. Se alguma nação estrangeira sentir necessidade em ajudar com nosso dever, devemos aceitar de bom grado o gesto de bondade.
Quem não acha válido o direito do Brasil ter suas posses, provavelmente deve pensar que as divisões são subjetivas. Isso na verdade é apenas uma forma do homem controlar o que ele tem. O caos e a disputa reinariam se as divisões não fossem feitas. Claro que esse não um processo justo, mas espera-se que homem caminhe para mudar essa realidade. Parafraseando Karl Marx: A história que se desenrolou só ocorreu devido a luta de classes. Isso não é tão correto porque o homem não distingue bem um grupo quando ele precisa suprir suas necessidades, ele apenas “faz”. E esse “fazer” refletiu bem na nossa sociedade moderna.
O Brasil ainda é um país subdesenvolvido, mas promissor. Os países mais poderosos não devem interferir em nossas políticas, mesmo se tratando do patrimônio natural amazônico. As grandes potências europeias nunca cederiam de graça suas fontes de riqueza. A Floresta Amazônica é especial porque está acima de qualquer valor proposto. Os governantes precisam então ter uma preocupação maior em proteger a floresta a fim de evitar que qualquer nação estrangeira se sinta no direito de interferir no que não é seu. É importante facilitar o investimento desses países para facilitar nossa grande responsabilidade. Devemos sempre lembrar de contar com nós mesmos, como diria Richard Rorty.
Conclui-se que o Brasil não deve de forma alguma passar adiante a tarefa de proteger a sua parte da Floresta Amazônica e que no máximo, as interferências devem vir por meio de investimentos, que só ocorrerão se o Brasil cumprir o mínimo do que os outros países esperam de nós. Urge-se, portanto, que Ministério do Meio Ambiente cumpra seu papel de forma eficaz e evite mais danos ao patrimônio. A polícia federal deve também agir contra qualquer ato criminoso que prejudique a floresta e buscar punir os responsáveis por esses atos. Cabe também à população cobrar das autoridades um bom serviço. Entrar em contato com os deputados do estado que cada cidadão engajado vive é fundamental. É preciso que o brasileiro incentive mais e mais a ação em favor da proteção da nossa floresta. Os universitários e estudiosos estão fazendo a sua parte e a informação está chegando às pessoas. Cabe agora tomar conta do que é nosso antes que os outros o façam.