Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 29/08/2019
Segundo Gandhi, a natureza pode suprir todas as necessidades do homem menos a sua ganância. Dessa maneira, as ações humanas contra o meio ambiente em nome do progresso econômico levanta a questão sobre a proteção de um dos ecossistemas mais ricos do planeta, a Floresta Amazônica. Nesse sentido, é preciso avaliar se o problema, que se deve essencialmente por motivos financeiros, é apenas dever do Estado brasileiro ou do mundo inteiro e, então, chegar a caminhos que possam garantir a preservação da Floresta.
De início, cabe pontuar que uma das principais causas da devastação ambiental é o agronegócio. Nesse prisma, pode-se destacar que desde o Período Pré-Colonial brasileiro o desmatamento, primeiramente para cultivo de cana-de-açúcar e depois de café, fez com que a Mata Atlântica se reduzisse a 7% de sua cobertura original. Hodiernamente, infelizmente, a Floresta Amazônica, que ocupa grande parte da América do Sul, tem enfrentado o mesmo problema pois o desflorestamento permite a incorporação da agricultura e pecuária trazendo sucesso econômico para alguns sem considerar, porém, o prejuízo para a maioria.
Desse modo, o geógrafo Aziz Ab’ Saber afirma que não há como aceitar a ideia simplista de que determinados espaços ecológicos devam corresponder a espaços econômicos numa sobreposição plena e ajustável e isso pode ser confirmado pelo fato de que o sucesso capitalista não pode justificar a poluição atmosférica devido às queimadas, nem a contaminação de águas, ou a extrema modificação de teias alimentares por causa do dano a fauna e flora aumentando a morte de animais, ou ainda as consequências de tudo isso na saúde e vida dos indivíduos.
Portanto, verifica-se que o cuidado da Floresta Amazônica é o dever de todo o mundo e deve ser considerado como sendo de suma importância. Assim, cabe ao governos federais, principalmente dos Estados sul americanos, junto com a ONU a elaboração de medidas eficientes para a proteção da Floresta através de ajuda financeira a ONG’s ambientais e maior penalidade àqueles que não respeitarem as reservas legais ao tentar implementar negócios de fins econômicos com a agropecuária para que, assim, possa ser garantido a preservação da Amazônia e mitigadas as inúmeras consequências do desmatamento. Tais ações permitirão o desenvolvimento de um planeta sustentável para as futuras sociedades.