Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 19/09/2019

A floresta Amazônica é um bioma que afeta grande parte do globo terrestre, sendo, portanto, um importante patrimônio mundial. Grande parte desse ecossistema fica localizado no Brasil, a chamada Amazônia legal, e é foco de empresas madeireiras, além de agricultores e pecuaristas. Mesmo que o estado brasileiro não administre do melhor modo esse bioma, não há como negar sua soberania perante a mata Amazônica.

Em agosto de 2019, o sul da floresta Amazônica sofreu um incêndio que perdurou por quase dezesseis dias sem que a mídia noticiasse. Esse fato espalhou-se pelas redes sociais, atingiram grandes celebridades e governos de outros países. O ocorrido gerou questionamento sobre o governo do atual presidente, o qual promete explorar a Amazônia para, assim, desenvolver a área, o que não foi bem visto no exterior, já que a floresta em questão tem impactos no mundo todo. Mesmo assim, a floresta pertence ao Brasil, diferente da Antártica que é dividida entre diversos países do mundo, principalmente por se tratar de um território ocupado por milhares de brasileiros e nativos brasileiros. Logo, é necessário que o governo vigente aumente a fiscalização em locais estratégicos dos estados do norte.

Além disso, a prerrogativa de internacionalizar o pulmão do mundo afetaria outros biomas ao redor do mundo. Por exemplo, existe um termo denominado ‘‘hot spot’’ que descreve biomas isolados e de grande importância na ciência, como a ilha de Madagascar, cuja vegetação compreende espécies que só ocorrem lá. Em soma, os próprios oceanos deveriam ser de poder compartilhado, considerando que os grandes recifes de corais oferecem uma ação fotossintetizante mais significativa que as florestas terrestres. Então, seria impossível internacionalizar a Amazônia sem ignorar outros biomas que afetam o planeta terra diretamente.

Em suma, o governo brasileiro não deve ignorar a preocupação dos outros países com o destino da floresta equatorial, então é necessário aumentar a fiscalização via satélite, em parceria dos seringueiros, para evitar ações ilegais de queimadas e derrubada da vegetação. Além disso, é preciso que a população tenha um posicionamento forte e demonstre isso para o resto do mundo, através da viralização de hashtags nas redes sociais e passeatas em grandes avenidas, para reafirmar a posse da Amazônia legal pelo Brasil. Desse modo, será possível contornar esse impasse.