Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 03/09/2019

A Floresta Amazônica: localizada na América do Sul, contribui para  a redução  de poluentes do ar, para a manutenção da temperatura mundial e é essencial para a Indústria Farmacêutica Brasileira, a qual usa substâncias presentes em sua flora, extraídas de plantas exclusivas da região  para o desenvolvimento de medicamentos contra doenças, como a malária, por exemplo. Em razão disso, é necessário um acordo de preservação da Floresta Amazônica, entre as potências que utilizam sua matéria-prima e os países que partilham o território amazônico, os quais compõem a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), bloco socioambiental que deve incentivar o consumo sustentável e colocar em prática projetos de reflorestamento, a fim de garantir a proteção da Amazônia.

Primeiramente, a pecuária é a maior responsável pelo desmatamento da região amazônica. De acordo com um estudo realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)  62,2% dos quase 720 mil km quadrados desmatados foram ocupados por pastagens, devido a intensificação da produção de gado que levou a um aumento da área desmatada. Ao invés do uso da tecnologia na pecuária, o que seria vantajoso para o meio ambiente, os fazendeiros  realizam um processo de desmatamento que consiste na secagem da área,  na abertura das pastagens por meio da derrubada das árvores com o uso de tratores e correntes e também, das queimadas, as quais tornaram-se mais frequentes em agosto de 2019, com o intuito da extração de madeira, que agride ainda mais a floresta.

Além da criação de gado, atrás do desmatamento, há um poderoso interesse econômico:  o comércio ilegal de madeira. Parte desses produtos têm como destino final a Europa. Logo, cabe aos países europeus e do Oriente adotarem medidas mais sustentáveis, como o reflorestamento e a diminuição de automóveis que emitem gás carbônico, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Em consequência das queimadas e das atividades econômicas,  a rica biodiversidade  das florestas úmidas tropicais se reduz, o que põe em risco a continuidade do  conhecimento  científico e farmacêutico do Brasil, o que  compromete o futuro das novas gerações.

Portanto, é fundamental que o Governo Federal Brasileiro aplique um  conjunto de leis rígidas contra a grilagem de terras públicas e adote um modelo de produção e consumo de carne sustentável, com o auxílio de engenheiros ambientais e de equipamentos tecnológicos, a fim de combater as queimadas e a destruição da Floresta Amazônica. Além disso,  a Organização das Nações Unidas, junto com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, países europeus  e grupos ativistas como o Greenpeace, devem reduzir a extração de madeira, com  a substituição desta por materiais recicláveis e diminuir a emissão de gases do efeito estufa, com a produção de veículos elétricos.