Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 31/08/2019

A exemplo da questão amazônica, algumas partes do mundo sempre foram objeto de disputas internacionais, geralmente com interesses escusos como força motriz. A região amazônica é um dos maiores reservatórios de biodiversidade mundiais e, além desta, há forte presença de minerais que suscitam elevado interesse econômico. Dessa forma, assim como, por exemplo, ocorreu com a guerra do Iraque, com a guerra da Síria, entre outras, pressões internacionais buscam atenuar a soberania brasileira para, com isso, conquistarem vantagens econômicas e políticas por meio do impedimento do uso da região pelo Brasil.

De início, pode-se afirmar que tais pressões são indevidas por conta do perfil dos números de destruição da região amazônica: segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do Ministério do Meio Ambiente, o número de queimadas e a área desmatada seguem tendências decrescentes desde, respectivamente, 2004 e 2006. Por conseguinte, pode ser atribuído ao esperneio internacional um tipo de alarmismo escuso, já que, com essas tendências, é comprovado que o Brasil, ao contrário do que alguns países tentam incutir de maneira midiática em suas populações, está fortemente empenhado na redução da destruição da floresta amazônica.

Um outro ponto digno de comentário é que, em decorrência do perfil do atual Presidente da República, suas falas, por vezes impróprias e vexatórias, acabam por suscitar anseios de retaliação política por parte dos alvos delas. Como exemplo, tem-se o caso da ofensa proferida pelo presidente brasileiro, em uma rede social, à primeira-dama francesa; logo após o caso, o presidente francês subiu o seu tom, que já era desrespeitoso ao Brasil por tentar deslocar a discussão de temas amazônicos do âmbito brasileiro para um âmbito internacional sem a participação do País, para um nível, aí sim, atentatório contra a soberania brasileira, ao sugerir que pautas relacionadas à internacionalização da Amazônia, ou seja, à remoção jurídica desta do domínio brasileiro e dos outros países que possuem parte dela, estavam sendo consideradas pelos países que compõem o G7.

Com todas essas pressões internacionais indevidas e baseadas mais em alarmismos do que em fatos, é necessário que o Brasil, além de manter sua atual proteção à Amazônia, concentre-se em divulgar o que vem fazendo: o Ministro do Meio Ambiente, por meio de proposta de emenda constitucional enviada ao Congresso, tornará obrigatória a utilização de 20% do valor do fundo partidário no aparelhamento da fiscalização do IBAMA, favorecendo, especialmente, operações de alta importância midiática; ademais, outros 10% daquele mesmo fundo deverão ser empregados exclusivamente em propagandas que ressaltem a redução na destruição da Amazônia.