Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 16/09/2019

O filme “Amazônia” retrata a história de um macaco que foi criado em cativeiro, mas, durante uma viagem, o avião cai na floresta amazônica e ele é o único sobrevivente. Nesse sentido, o longa demonstra a importância da diversidade e proteção da Amazônia sob a perspectiva do animal. Entretanto, no Brasil, a falta de proteção eficiente é um risco para a biodiversidade, sendo necessário analisar como o avanço do capitalismo e o consumo irresponsável influenciam a problemática.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o avanço do capitalismo é o principal responsável pelo desmatamento da Amazônia. Isso ocorre porque, segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, na pós-modernidade, a sociedade contemporânea está cada vez mais imediatista e individualista, agindo sem preocupar-se com as gerações futuras. Sob esse aspecto, as empresas de agronegócio desmatam o bioma visando apenas o lucro que terá com a venda de seus produtos, por exemplo, a carne bovina, negligenciando os impactos que ações antrópicas podem causar. Em consequência disso, leis que protegem a floresta são descumpridas, devido à falta de fiscalização governamental eficaz, e os impactos ambientais, como as queimadas, tornam-se mais frequentes, colocando em risco a biodiversidade da Amazônia.

Atrelado ao avanço do capitalismo, o consumo negligente é responsável por incentivar o desmatamento. Isso acontece porque, desde o fim da Guerra Fria  e a consolidação do capitalismo, o consumo cresce desenfreado. No entanto, o consumidor contemporâneo falha quando não cumpre o seu dever de pesquisar a origem do produto e os riscos que eles causam ao planeta, principalmente da carne de boi, que é responsável pela produção de um gás estufa, o metano. Em razão disso, o desmatamento de áreas proibidas para a criação de gado continua crescendo, sem haver reflorestamento das áreas que já foram exploradas.

É evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para garantir a eficácia da proteção à Amazônia. Logo, o Governo Federal, em parceria do Ibama, deve, por meio de contratação de novos funcionários, aumentar a fiscalização da Amazônia e multar quem não cumpre as leis ambientais, a fim de garantir o reaproveitamento de áreas que foram desmatadas, além de evitar exploração desnecessária. Outrossim, o Ministério da Educação deve, por meio de verbas públicas, investir em profissionais qualificados, como professores de biologia e geografia, para alertar sobre os riscos e consequências que o desmatamento da Amazônia pode causar. Dessa forma, será possível enxergar a importância da biodiversidade, assim como o macaco do filme “Amazônia”.