Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?
Enviada em 19/09/2019
A ineficácia do governo em efetivar políticas de proteção ambiental na floresta amazônica tem gerado na sociedade e, em estudiosos, grandes discussões. Se, de um lado, grupos ambientalistas defendem que esse bioma deve ser protegido pelos mais diversos países; de outro, nacionalistas o consideram um assunto particular e rejeitam qualquer ajuda internacional.
Conforme a organização Greenpeace, o conjunto de plantas e animais encontrados na Amazônia correspondem a, aproximadamente, 13% de toda a fauna e flora mundial. Tais espécies, quando estudadas, podem estimular a descoberta de medicamentos e vacinas e, por conseguinte, colaborar com a cura e a extinção de enfermidade em todo o planeta.
Ademais, essa floresta é uma importante armazenadora de CO2 e o seu desmatamento acelera o efeito estufa cujas as consequências são globais. Dessa forma, a incompetência nacional em manter esse bioma desencadeia problemas que extrapolam os limites do Estado brasileiro. A esse encontro, a organização WWF - Fundo Mundial para a Natureza - expõe que a sua preservação deve ser um objetivo internacional.
Apesar disso, grupos nacionalistas contestam os recursos internacionais destinados a proteção da floresta. Para esses grupos, mais do que objetivos ambientais, outros países têm interesses financeiros nessas regiões. Outrossim, a Constituição Federal assegura, entre outros, a soberania e a autonomia nacional para administrar seus bens e territórios.
Nesse cenário, manter esse conflito não é a solução. Faz-se necessário que o governo aprimore a defesa de suas florestas. Para tanto, deve investir no aumento do efetivo policial e no desenvolvimento de satélites que permitam a melhor fiscalização de suas matas; aceitando, quando oportuno, os recursos de outras nações. Por fim, é fundamental criar campanhas que sensibilizem, em especial, os estudantes da importância da preservação ambiental, afinal, como dizia o educador Paulo Freire “é preciso educar as crianças para que não seja preciso punir os adultos”.