Proteção da Floresta Amazônica: dever do Brasil ou do mundo inteiro?

Enviada em 11/09/2019

Destoante da realidade ideal, a floresta amazônica, um patrimônio mundial, sofre diante das variadas formas de degradação antrópica. Nesse sentido, parte do problema tem relação direta com a incapacidade do Estado em promover um cenário ideal para o famigerado desenvolvimento sustentável, alinhando crescimento econômico e responsabilidade ambiental, por conta de fatores sociais, históricos, financeiros e culturais. Ademais, diante do peso que essa floresta representa para o equilíbrio do clima e da qualidade de vida mundial, é premente que se introduzam nessa questão esforços não apenas nacionais, mas também internacionais.

Nessa perspectiva, políticas governamentais que valorizam a lógica a expansão do agronegócio e da indústria da mineração são fatores que prejudicam ainda mais a situação. Por essa ótica, os atuais projetos de leis que buscam relativizar em diminuir a responsabilidade sobre o desmatamento, propiciados pela força de influência da chamada bancada ruralista, permitem que a exploração da mata, desapregoada dos limites da razoabilidade, no momento em que se desconsidera as implicações disso no curto, médio e longo prazo, chegue a extremos bem como ocorreu na metade de 2019, em que ocorreu a maior queimada já registrada na Amazônia o que, ao que tudo indica, motivada pelos interesses do mercado. Dessa forma, observa-se, além de tudo, um força do próprio Estado em prol da degradação ambiental.

Outrossim, o esforço conjunto das Nações pode favorecer a regressão desse cenário distópico e preocupante. Nesse viés, essa possibilidade já é bem visada se se analisa o já instaurado protocolo de Kyoto, segundo o qual os países que o assinaram passam a ter um limite de emissão de gases poluentes e também possibilita créditos de para essas emissões na medida em que as condições ambientais do país considerado possibilite compensar os danos, como bem é o caso do Brasil, já que possui a Amazônia como consumidora em massa de CO2, evidenciando seu amplo potencial para a saúde propriamente considera do planeta. Diante disso, ressalta-se a relevância do investimento internacional na preservação dessa floresta.

Destarte, é mais que fundamental o esforço conjunto do Brasil com outros países para a manutenção da grandiosidade que representa a Amazônia. Por isso, cabe ao Estado, na figura do Ministério do Meio Ambiente, promover conferências sobre a preservação desse patrimônio, em nível internacional, de modo a angariar mais fundos de investimentos para mecanismos de controle e fiscalização da floresta, a partir do uso de tecnologias de ponta tais quais sistemas de georeferenciamento diante da sua possibilidade de monitoramento eficiente.